Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Everton já não está mais com a delegação gremista que rumou a Salvador nesta quinta-feira para o confronto contra o Bahia, no sábado, pela sétima rodada do Brasileirão. O atacante se apresentou à seleção brasileira para o período de trabalhos na Granja Comary, em Teresópolis, antes da disputa da Copa América.

Só que, antes de se despedir dos companheiros, uma dúvida ficou no ar. O camisa 11 voltará a vestir a camisa tricolor?

Desde o ano passado, quando assumiu protagonismo no Grêmio, Everton chamou atenção do futebol europeu. Clubes como o Milan e o Manchester City já manifestaram interesse em retirá-lo da Arena.

As convocações frequentes e as atuações destacadas o mantiveram no radar do Velho Continente. O assédio constante voltou à tona na última quarta-feira. Após a vitória por 3 a 0 sobre o Juventude, Everton foi questionado se voltaria ao clube após a disputa da Copa América.

“É difícil responder. Se Deus quiser, chegaremos à final da Copa América e fico mais um mês fora. Não saberia dizer, mas tomara que volte” (Everton)

A resposta aumentou a dúvida. Everton falou sobre a trajetória construída no clube, com os títulos da Libertadores, Recopa e Copa do Brasil, bem como o carinho pelo Grêmio. Só que deixou claro o desejo de ter a experiência na Europa.

– Tenho o sonho de jogar na Europa, mas, ao mesmo tempo, fazer história no clube. Se for para sair agora, saio de cabeça erguida. Acho que contribuí com tudo que o clube me ajudou. Só Deus sabe… – disse o enigmático atacante.

A situação remeteu aos chefes de Everton. Renato evitou entrar em detalhes. Disse que o tema será resolvido pela direção, mas que o rendimento apresentado nos últimos anos o faz ser cobiçado. Ainda mais pelo prestígio que ganhou no país.

– É um problema do presidente e da diretoria. Não sei se tem interesse ou não, mas é uma coisa normal. Acredito que seja o melhor jogador do futebol brasileiro. Normal o interesse de clubes europeus. É um jogador de seleção. Se aparecer, a diretoria resolverá, e não o treinador – afirmou o treinador.

A direção então tomou a palavra. O vice de futebol Duda Kroeff admite que é natural Everton ser procurado. No entanto, garante que ainda não há propostas e manda um recado: será preciso abrir os cofres para retirá-lo da Arena:

– Quando chegar (proposta), evidentemente analisaremos. Até por respeito a quem fizer a proposta, mas evidente que não é barato – sentencia.

O valor real da multa do camisa 11 gira na casa dos 80 milhões de euros (R$ 354,4 milhões). O Grêmio diz que aceita iniciar negociações por metade disso, 40 milhões de euros (R$ 177,2 milhões).

Na atual temporada, Everton é o artilheiro do time, com 10 gols em 24 partidas. No ano passado, acabou com o mesmo status, ao balançar as redes dos adversários em 19 oportunidades durante os 51 compromissos disputados pelo Tricolor.



Veja também