O empate em 1 a 1 no Gre-Nal deste sábado deixou duas sensações no Grêmio. A primeira, inquestionável dentro da rivalidade, é a satisfação por manter uma invencibilidade sobre o maior rival. Mas ao mesmo tempo o Tricolor também deixou a imagem de que o resultado é pouco para a “decolagem” no Campeonato Brasileiro.

O Gre-Nal tem um contexto todo especial, claro. Praticamente isola a análise. São 11 partidas sem perder para o Inter, seis só nesta temporada, e mais de dois anos sem saber o que é derrota. Já é uma das maiores séries invictas do Grêmio na história. Manter-se acima do rival no confronto direto satisfaz os torcedores.

Só que o empate, o oitavo do Grêmio em 12 partidas no Brasileirão, também atrasa o time na tabela — são 14 pontos e a 15ª colocação. A equipe de Renato é a que mais tem igualdades no placar da Série A.

— Precisamos realmente evoluir. E essa evolução, que é ansiada pelos torcedores, vamos trabalhar. Vamos ter um breve espaço na Libertadores e poderemos estar focados em três ou quatro jogos exclusivamente ao Brasileiro — garantiu o vice de futebol Paulo Luz.

Grêmio comemora gol no Gre-Nal — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio comemora gol no Gre-Nal — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

“O que precisamos agora é performar vitórias e nos possibilitar posições que melhorem a nossa produção” (Paulo Luz)

O gol de Pepê, logo no começo do segundo tempo, parecia escrever outra história. A expulsão de Musto, então, colaborou para essa leitura. Mas em lance com erros seguidos de Cortez, o Grêmio viu o Inter empatar. Essa sequência de fatos, aliada ao que se vê na tabela, iguala a balança.

Se a rivalidade pesa no contexto local, a vitória única nos últimos cinco jogos põe o Grêmio em uma prateleira de coadjuvantes do Brasileirão. Classificado às oitavas da Libertadores, o time promete foco na Série A para as próximas quatro rodadas e buscar “decolagem”, novamente chancelada por Renato.

— É lógico que a gente quer ganhar. Mas não me preocupa, porque eu conheço o meu grupo. Daqui a pouco o Grêmio vai decolar. Sabemos que temos que melhorar. O que estão faltando são as vitórias. A essas críticas eu respondo com confiança. Não vamos esquecer que o Grêmio tem um jogo a menos. Lá no final vamos ver onde o Grêmio vai estar — desafia o treinador.

Renato Portaluppi, técnico do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Renato Portaluppi, técnico do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Pouco futebol na chuva

No gramado encharcado pela chuva quase torrencial, o clássico mostrou a nova cara gremista. A bola não fica tanto nos pés dos tricolores, que finalizaram mais. O tripé de volantes com Lucas Silva, Matheus Henrique e Darlan dá sustentação e faz o Grêmio avançar na velocidade dos lados do campo.

No entanto, nos 12 minutos em que teve superioridade numérica, a equipe de Renato Portaluppi não conseguiu aproveitar. Inclusive, sofreu o gol de empate em pênalti cometido por Bruno Cortez. A saída de Alisson, logo após Pepê balançar as redes, fez o time perder força e articulação.

As mudanças, no geral, fizeram o rendimento do time cair. Além de Robinho, Renato colocou Luiz Fernando e Guilherme Azevedo. Repôs a expulsão de Cortez com a entrada de Diogo Barbosa. O saldo é um rendimento regular, sem empolgar, mas também sem suscitar preocupações.

O elenco tem folga neste domingo e volta a treinar na segunda. Na quarta-feira, encara o Coritiba, às 19h15, na Arena, pela 14ª rodada do Brasileirão.



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