Enquanto acertam os últimos detalhes da transferência de Pepê para Portugal, Grêmio e Porto encaminham também um seguro para evitar prejuízos financeiros para as partes por possíveis lesões. O modelo costuma ser adotado em tratativas concluídas de jogadores com o mercado do Exterior e deverá ser assinado assim que o acordo estiver selado.

Pelo camisa 25 do Tricolor, os portugueses pagarão 15 milhões de euros (cerca de R$ 97 milhões). Aos cofres gremistas ficará 70% da quantia, aproximadamente R$ 68 milhões. O restante pertence ao Foz do Iguaçu, equipe que revelou o jovem atacante.

Porém, a assinatura do termo de venda só é realizado com o procedimento clínico avalizado pelo comprador. Qualquer lesão após o fechamento da transação poderia render prejuízos ou até mesmo desfazer o acordo.

Desta forma, seguindo um modelo adotado por outros clubes que negociaram seus jovens com europeus, como Pedrinho, que saiu do Corinthians para o Benfica, e Antony, do São Paulo para o Ajax, da Holanda, a proteção deverá ser feita com detalhes previstos para lesões e outros imprevistos. Problemas que fujam ao campo também constam nos documentos, como pagamento para teste positivo de covid-19. Tudo para evitar prejuízo ao comprador e também ao vendedor.

Tradicionalmente em casos semelhantes, os custos são pagos pelo clube que adquire o reforço. Segundo dirigentes do Grêmio, o mesmo modelo deverá ser repetido neste caso. Caso algum imprevisto aconteça, os custos da operação cobrem o investimento desde que exista comprovação clínica de lesão.

A tendência é de que Pepê atue pelo Grêmio até o final do primeiro semestre. A ida em definitivo para o clube português deverá ser realizada apenas entre junho e julho. O Tricolor permanecerá com 12,5% da chamada “plusvalia”, valor adicional ao montante pago na primeira transferência, para o caso de uma futura transação envolvendo o jogador.



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