Um mês após deixar o gramado da Arena com dores no joelho esquerdo, Kannemann está de volta. Convivendo com lesões nos últimos meses, o zagueiro fez apenas 13 dos 47 jogos que o Grêmio disputou nessa temporada e tenta engatar uma nova sequência no time para evitar encerrar 2021 com o menor número de partidas disputadas com a camisa tricolor.

Desde de que chegou do futebol mexicano em 2016, o zagueiro esteve em campo apenas em 57% dos jogos que o Tricolor fez. O seu aproveitamento em 2021 é ainda menor: 27% de utilização. O contrato com o clube vai até dezembro de 2022.

Após iniciar a temporada tratando de dores no quadril e emendar uma boa sequência de jogos, levou uma pancada no joelho esquerdo na eliminação para a LDU que o tirou de ação até agora. Foi a última aparição do zagueiro com a camisa do Grêmio, em 20 de julho.

Se entrar em campo em todos os jogos possíveis que o clube terá até o final do ano, contando que o Grêmio avance até a final da Copa do Brasil e o restante das rodadas do Brasileirão, o zagueiro pode terminar a temporada com no máximo 42 jogos.

As ausências prolongadas já acompanham o jogador desde o início de 2020. Utilizado em apenas 34 de 74 jogos na temporada passada, começou o ano no departamento médico por conta de um problema no dedão do pé esquerdo, ficou afastado de algumas partidas por Covid-19, convocações para a seleção argentina, lesão muscular e dores no quadril.

O problema no quadril, inclusive, se estendeu para o início desta temporada e causou sua ausência da lista de relacionados por um mês. Voltou para a decisão contra o Independiente Del Valle, pela Libertadores, parou por mais um mês e foi submetido a um procedimento na região.

As dores no quadril foram a razão da maior dor de cabeça para Kannemann, que nunca reclamou publicamente do problema. Oficialmente, o problema que afetou o argentino foi definido como um “trauma” na região.

Kannemann em treino do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

Kannemann em treino do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

Kannemann jogou com dores ainda contra o Independiente Del Valle em abril. Foi submetido a um procedimento no quadril em maio e ficou afastado por um mês e meio até voltar a ser relacionado. Ficou como opção no banco de reservas contra o Ceará, na estreia do Grêmio no Brasileirão. E depois voltou ao time titular em junho, contra o Brasiliense pela Copa do Brasil, e teve sequência de jogos até o final de julho.

Mas aí, novamente, passou a sofrer com uma pancada. Deixou a partida contra a LDU nos minutos finais e recebeu atendimento médico ainda no banco de reservas. Desde então, estava fora de ação e fazia tratamento no departamento médico para o trauma no joelho esquerdo.

ge consultou membros das comissões técnicas que trabalharam com o zagueiro desde sua chegada. Além do problema no quadril, o zagueiro também jogou com dores no púbis nos últimos meses. Sobre as sequências de lesões, apontaram que o estilo de jogo de Kannemann o deixa mais propenso a ter contusões causadas por choques e divididas.

Mas, além do profissionalismo no cuidado com o tratamento e parte física, o jogador teve a postura muito elogiada pela convivência, liderança no grupo de jogadores e por ser uma referência para buscar melhores condições para o grupo e os funcionários de apoio.

A previsão do Grêmio é de que ele esteja novamente em campo neste sábado, às 19h, contra o Bahia. Para essa partida, Felipão também poderá contar com o retorno de Geromel, suspenso contra o Cuiabá, para reeditar a dupla de zaga que fez sucesso nos últimos anos em um momento que o clube mais precisa.



Veja também