A decisão de Grêmio e Internacional de voltarem aos treinos em meio à pandemia de coronavírus no Brasil segue dando o que falar. Convidado do “Troca de Passes” desta sexta-feira, Klauss Câmara, diretor executivo de futebol do Tricolor Gaúcho, defendeu a escolha dos clubes.

“Eu acredito que risco zero não há para ninguém, até quando vai ao supermercado ou farmácia. Risco zero é quase impossível dentro desse contexto. Cabe a nós dar segurança dentro dos protocolos, com equipamentos de testagem e todos os processos internos que nos asseguram muito mais segurança”, afirmou.

Klauss Câmara passa por teste da Covid-19 no CT do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Klauss Câmara passa por teste da Covid-19 no CT do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Mais cedo nesta sexta-feira, Romildo Bolzan, presidente do Grêmio, contou que a equipe está treinando “5%” do habitual. Klauss esclareceu a declaração do cartola e citou as diversas restrições que estão sendo obedecidas por questões de segurança.

– Essa entrevista do presidente repercutiu e foi importante para mensurar alguns pontos. Ele diz 5% de benefícios nos treinos porque esse retorno não é o retorno que todos nós estamos acostumados, dentro da normalidade, como tem sido o retorno de qualquer outra modalidade além do futebol. É um retorno mínimo, dentro do controle, muito mais voltado à orientações de questões científicas e fisiológicas dos familiares dos atletas. O importante é que Grêmio e Internacional estão obedecendo as orientações dos órgãos responsáveis – disse.

Por fim, Klauss pegou carona em outra fala do presidente Bolzan, que disse que o Grêmio iria à falência caso o futebol não voltasse até o fim do ano.

– Essa declaração foi baseada dentro do cenário de apreensão e insegurança que nos cerca. Não é exclusividade do Grêmio. Tenho certeza que ele quis se referir a outros clubes com a mesma magnitude do Grêmio que, se continuarem sem seus geradores de receita até o final do ano, dificilmente vão cumprir seus compromissos. Nenhum clube se sustentaria num cenário como esse, sem futebol e sem receita até o final do ano. A não ser que fossem suspensos esses contratos – concluiu.



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