Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP

Ver um clube realizar contratações de jogadores mesmo em meio a uma crise financeira grave não é algo difícil de acontecer no futebol brasileiro. Mesmo sem jogos e, consequentemente, com as receitas despencando, alguns times estão se movimentando no sentido de investir na aquisição de atletas, comprometendo ainda mais as finanças. Não é o caso do Grêmio. A diretoria enxerga como injustificável o investimento em reforços no momento em que se cogita até mesmo uma redução nos salários dos jogadores, o que pode acontecer nos próximos meses. 

Ao montar o elenco para esta temporada, a direção do Grêmio procurou aumentar a quantidade e a qualidade das alternativas do grupo de Renato Portaluppi, disponibilizando no mínimo dois atletas em nível de titularidade para cada posição. Por isso, considera suficiente o que tem em mãos no momento. 

Além disso, não há dinheiro. À medida em que os campeonatos não começam, as dificuldades econômicas aumentam. O clube precisou se desfazer do lateral-esquerdo Caio Henrique por força de contrato com o Atlético de Madrid. E não vai bancar uma reposição, somente se aparecer algum negócio de ocasião, no qual o clube necessite pagar apenas os salários do jogador.

“Nós temos que achar um ponto de equilíbrio entre cuidar das finanças e ter um elenco forte. Precisamos fazer essa condução com sabedoria quando da volta do futebol”, avalia o vice de futebol do Grêmio, Paulo Luz. 

No primeiro trimestre de 2020, o Grêmio apresentou um superávit de R$ 11,8 milhões em seu balanço financeiro. O próximo demonstrativo, que engloba os meses de abril, maio e junho, deverá sofrer uma queda drástica. A única maneira de amenizar o quadro neste momento sem competições e sequer uma perspectiva de retomada é vendendo um ou mais jogadores. Por enquanto, o presidente Romildo Bolzan não recebeu propostas oficiais em sua mesa.



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