Lauro Alves / Agencia RBS

A derrota para o Caxias, e consequentemente a perda do título do primeiro turno do Gauchão, não estava nos planos do Grêmio. Antes do jogo, os dirigentes não escondiam o que significaria a Taça Coronel Ewaldo Poeta: tranquilidade para escalar os reservas no returno do Estadual, focando na fase de grupos da Libertadores.

— Falei para o meu grupo que era importante vencer porque o segundo turno é complicado. Ficou complicado, mas o Grêmio é grande e disputa outras competições. Podíamos ter encurtado o caminho, falei para eles (jogadores) na preleção. Infelizmente não conseguimos ganhar. Perdemos uma batalha, mas não a guerra. E temos a Libertadores também — analisou o técnico Renato Portaluppi.

Como o troféu ficou na Serra, o Tricolor terá de rever seu planejamento. Tendo uma semana inteira de treinos pela frente, a equipe só volta a campo no próximo sábado (29), quando receberá o Juventude na Arena. Entretanto, três dias depois terá de estrear no torneio continental diante do América de Cali, na Colômbia.

— Nós realmente estávamos muito convictos de que obteríamos essa vitória e o título. Então, a partir de terça-feira (25), teremos de fazer uma reavaliação. Tenho dito que o Grêmio dispõe de dois atletas por posições, a nível de titularidade. Então, temos que encontrar um ponto de equilíbrio para escalar o que tivermos de melhor para os enfrentamentos — admitiu o vice-presidente de futebol, Paulo Luz.

Vai ser na base da conversa que o vestiário irá fazer uma análise interna. Uma das autocríticas estará na escalação dos três volantes. Depois de gerar superioridade sobre o Inter, no Beira-Rio, há uma semana, a estratégia foi repetida no Estádio Centenário. Porém, desta vez a história foi completamente diferente.

— Sou a favor da posse de bola quando se cria e fazem gols. Mudei nossa maneira de jogar, mas não agredimos o adversário. Fomos pouco objetivos. Criamos muito pouco contra um time que estava se defendendo apenas. Por isso, fiz as trocas. Fomos em busca da vitória, mas infelizmente tomamos o gol — explicou o treinador.

Aliás, assim como nas outras vezes em que o Grêmio amargou derrotas no Gauchão, se viu um Renato arredio na entrevista coletiva. Diante das inúmeras perguntas sobre as substituições promovidas no segundo tempo, o comandante tricolor foi para o embate.

— Tirei o Lucas Silva porque ele estava com cartão amarelo e botei um jogador que está acostumado a decisões, que é o Thiago Neves. Alguém tinha que sair. É muito fácil condenar. O treinador não vai acertar e nem errar sempre. Não me arrependo das substituições, faria de novo. Para quem entende, entende — disparou o comandante tricolor.

Embora tenha visto méritos na equipe caxiense, Renato reclamou de um pênalti não marcado sobre Everton, na etapa complementar.

— Considero o (Leandro) Vuaden um dos melhores árbitros do país. Vi o lance no vestiário. O jogador do Caxias, em nenhum momento, procura a bola. A única pergunta que faço é por que o juiz não foi olhar o lance no VAR. Tem que acabar com essa mania do VAR decidir se foi pênalti ou não Não estou dando como desculpa, mas hoje o Grêmio foi prejudicado e amanhã isso vai acontecer de novo — esbravejou o técnico.

A verdade é que, certo ou errado, Renato não poderá voltar no tempo. Seja para ter um pênalti marcado em favor do Grêmio, ou para mudar a estratégia que fracassou na Serra.



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