Foto: Lucas Uebel

Os últimos dias trouxeram um assunto à tona no Grêmio. Mesmo em meio a boa fase e decisões pela frente, a ausência de Bolaños centralizou as atenções, especialmente após o empate com o Atlético-PR, no domingo, na Arena. Contratado como solução para as dificuldades do time em 2016, o meia-atacante passa a ser um problema a ser administrado. A diretoria irá esgotar todas as possibilidades de resolver a situação antes de negociá-lo.

O discurso do lado gremista é que não há proposta ou contato feito pelo Tijuana, do México, que tem interesse em contar com Bolaños. A parte do jogador também nega que haja uma negociação em andamento. Mas por conta do que o vice de futebol Odorico Roman chamou de “problemas psicológicos”, há a chance de transferência, como deixaram claro tanto o dirigente quanto o técnico gremista após o empate com o Atlético-PR. Mas, por ora, apenas em definitivo.

– O Bolaños precisa se ajudar. Precisa mudar conceitos. Chances sempre dei para ele. É impossível eu não recuperar um jogador. Desde que ele queira. No momento em que o jogador está tendo problemas, a cabeça não está no trabalho, aí tem que ver qual o problema dele e tomar as medidas. Até porque eu tentei de todas as formas trazer de volta para o grupo. É um assunto que a diretoria está tratando com o procurador dele – disse Renato em sua entrevista coletiva.

A diretoria do Grêmio se reuniu com o jogador na semana passada. E terá nova conversa na que se inicia. A intenção é contar com o equatoriano, contratado por R$ 20 milhões em 2016, mas que não teve mais do que bons momentos no Grêmio até agora. Internamente existe a confiança que ele “retorne para os trilhos” após as conversar. O clube acredita que alguns boatos que circulam nas redes sociais e no Whatsapp sobre o comportamento extracampo de Bolaños incomodam e causam transtornos à vida do equatoriano em Porto Alegre.

– O Bolaños teve lesões e algumas questões que não deram condições de desenvolver o futebol que ele pode desenvolver. Houve muita mentira, muita invenção, que é normal nas mídias (sociais). As pessoas começam a criar fatos que não existem, isso se reproduz e gera situação de pressão sobre o jogador. Que sai para jantar com a família, é pressionado, e a família começa a pensar se Porto Alegre é um bom lugar para ficar. Às vezes, ele pensa que é melhor sair. Se dá importância ao que tem na mídia como se fosse definitivo – disse o vice de futebol Odorico Roman.

Bolaños justificou a ausência entre os relacionados para o jogo de domingo de domingo por conta da parte física. Conforme relato de pessoas próximas, sabe tudo o que envolve seu nome e, assim, quer jogar quando estiver 100%, para voltar voando. No entanto, o discurso de Renato e da diretoria deixa claro que a situação vai além da parte física.

Miller Bolaños treinou na semana, mas não se disse confiante para jogar (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)

Após sua viagem ao Equador, há cerca de duas semanas, o meia-atacante voltou “bem melhor”, depois de ir resolver problemas particulares em seu país, segundo relatos de pessoas próximas. Com a cabeça mais tranquila. Ainda assim, porém, pediu para ficar fora do duelo com o Furacão por não estar totalmente confiante.

Até agora, a passagem do equatoriano pelo Grêmio é de altos e baixos. Foi contratado no ano passado como grande reforço para a temporada. Logo em seu segundo jogo, fraturou a mandíbula no Gre-Nal e ficou três meses parado. Foi reserva e marcou o gol na final da Copa do Brasil, no empate em 1 a 1 com o Atlético-MG, na Arena. Em 2017, começou o ano muito bem, se destacou, mas acabou por perder espaço com uma lesão muscular sofrida no fim de abril, que originou o problema no púbis. Desde então, não atua com regularidade.



Veja também