Foto: Fernando Michel

Há um ano, pairava apenas expectativa sobre o nome de Jean Pyerre. A ponto dele ser inclusive a “joia” gremista. No período, porém, o meia do Grêmio passou a integrar o grupo principal, chegou a ser titular em algumas partidas no Brasileirão e teve um 2017 de aprendizado fora de campo. O jovem iniciará a temporada com a chance de se consolidar mais.

Até porque o início do ano será de chances para os mais jovens no Gauchão. E Jean Pyerre, com Patrick e Dionathã, são nomes certos no elenco profissional para 2018. O meia encerrou a temporada em alta, já que, apesar do resultado, fez gol e conseguiu uma boa assistência na derrota por 4 a 3 do Grêmio para o Atlético-MG. Este foi o momento mais marcante para o jovem, que acompanhou de perto o grupo, mas não estava inscrito na Libertadores.

– A minha estreia, claro, vai ficar marcada na minha memória por simbolizar o início de uma nova etapa na minha carreira. Mas o jogo contra o Atlético-MG, por tudo que aconteceu, onde pude fazer gol e dar assistência para meu companheiro, vai estar sempre na minha lembrança. Foi um jogo especial, o meu segundo como titular, e espero ter outras atuações como essa – disse.

Apontado como mais um dos promissores meio-campistas do Grêmio em uma verdadeira fábrica de produção – Arthur, Patrick, Darlan, entre outros… -, Jean Pyerre sempre era nome lembrado em conversas com dirigentes. Está desde o início de sua caminhada no clube. Entrou na Escola de Formação e chega agora ao elenco profissional. Mas a exposição e elogios após suas primeiras chances não o deslumbra. O sonho, claro, é estar na lista da próxima Libertadores.

– Todas as vezes que fui solicitado eu pude corresponder de forma positiva. Já vi muitos jogadores despontarem na carreira e, em pouco tempo, desaparecerem no futebol. As mesmas pessoas que hoje me elogiam, podem me criticar se o meu futebol cair de produção. Então, para mim, não tem segredo. É treinar forte, me dedicar ao máximo no dia a dia para mostrar para a comissão técnica que tenho condições de seguir no grupo principal do Grêmio – completou.

Aprendizado fora de campo

Se em campo Jean Pyerre viveu grandes emoções, fora também foi um ano movimentado. O meia viu a casa da família passar por um incêndio e também teve o pai internado no hospital por problema de saúde. Aos 19 anos, tudo serve como bagagem para o crescimento pessoal. Iniciou o ano no time de transição, mas se aproximou mais do grupo principal em agosto, quando passou a figurar no banco e ganhar oportunidades quando os reservas eram utilizados.

– Tudo que eu vivi nesse período em que estou no profissional do Grêmio é importante para a minha carreira. Tento aprender coisas novas todos os dias, buscar me aperfeiçoar. Acho que tudo que aconteceu fora de campo teve um propósito, e essas coisas que aconteceram me fizeram amadurecer e mostrar o outro lado da vida. É claro que não é bom passar por essas situações, mas busco tirar o melhor de tudo que acontece para estar preparado para novos desafios – apontou.

Jean Pyerre e o grupo que encerrou o Brasileirão na partida contra o Galo se apresentam em 5 de janeiro, 13 dias antes daqueles que estiveram nos Emirados Árabes para o Mundial de Clubes. Os jovens da base começarão a disputa do Gauchão, com estreia prevista para o dia 17 de janeiro, contra o São Luiz, em Ijuí.



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