Crise na Venezuela faz Grêmio levar diversos produtos na viagem

Clube gaúcho leva sabonetes e demais produtos para a inflacionada Venezuela

8 de março de 2017 - Às 12:08
Foto: Divulgação/Grêmio

A crise política e financeira da Venezuela teve reflexos, ainda que sutis, na programação do Grêmio para a viagem até Barinas, onde o Tricolor enfrentará o Zamora, nesta quinta-feira, pela estreia no Grupo 8 da Libertadores. Por conta da escassez de produtos básicos enfrentada pelo país há alguns meses, além do material de jogo habitual, o Tricolor reforçou a bagagem com produtos de higiene e também alimentos.

A situação do país, cuja população constantemente é obrigada a encarar longas filas para comprar comida ou artigos de primeira sobrevivência, é instável. O presidente Nicolás Maduro vem enfrentando uma oposição forte dentro da Assembleia Nacional, pressionado por uma inflação crescente que chegou a ser a maior do mundo em 2015 e segue com níveis altos. Isso causa problemas na economia e no acesso a itens básicos.

O Grêmio, por exemplo, levou alguns produtos que, conforme a nutricionista do clube Katiusce Borges, não encontraria em Barinas. O clube colocou na bagagem itens como adoçante, isotônico, energético, biscoito e barra de cereal. Também foi informado sobre a ausência nos supermercados de refrigerantes zero, algo que não é consumido pela delegação e não entrou na lista.

– Entregamos o cardápio no fim de janeiro, então deu tempo também de buscarem algo que houvesse necessidade – comentou Borges, ainda durante o voo que levou a delegação de Porto Alegre até Barinas, com escala em Manaus.

A rouparia gremista também precisou levar material extra na bagagem. Além de uniformes de treino, de jogo e chuteiras, entre outros itens, os roupeiros Pepo e Lucão tiveram de se preocupar com produtos como sabonetes, papel higiênico e afins mais do que o normal em outros viagens. Também por conta das informações de falta dos itens no mercado regular.



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