Além do título do Gauchão, que o permite manter a hegemonia no Rio Grande do Sul, o Grêmio ostenta os mais recentes craques da competição. Em premiação na noite de segunda-feira, Bitello foi coroado o melhor jogador do estadual. A honraria confirma a soberania tricolor com os últimos destaques da competição, todos provenientes das categorias de base.

Pentacampeão, o Grêmio propiciou o principal prêmio a seus jogadores em quatro dos títulos consecutivos. Se Bitello hoje aparece como o melhor jogador do estado, Everton, em duas oportunidades (2018 e 2020), e Ferreira, no ano passado, também alcançaram o posto. Apenas Nico López, então no Inter, quebrou esta sequência em 2019.

Agradecer a Deus, ao professor Roger, que acreditou no meu trabalho. Muito feliz com esse título. Começamos agora a focar na Série B. E, se Deus quiser, no final do ano colocar o Grêmio onde deve, que é a Série A.— Bitello, após o título do Gauchão, no sábado

Bitello com o troféu de craque do Gauchão — Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Bitello com o troféu de craque do Gauchão — Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Ferreira, inclusive, foi parceiro de Bitello na caminhada para manter o título na Arena. Esteve em campo em seis oportunidades. Já o bicampeão Everton, após brilhar no Tricolor, acabou vendido por 20 milhões de euros (R$ 127 milhões pela cotação da época) ao Benfica, em 2020.

A dupla mira repetir a dobradinha de sucesso no campo e nos cofres. Nos últimos anos, o clube vendeu Walace, Pedro Rocha, Arthur, Matheus Henrique, Pepê e Vanderson, que catapultaram as finanças azuis.

Em 2022, ano tortuoso pela disputa da Série B, o Tricolor aprofunda a observação e pretende dar cada vez mais espaço a jovens com potencial. O volante aproveita a oportunidade e puxa a fila das promessas.

Os craques do Gauchão no penta tricolor

  • 2018 – Everton
  • 2019 – Nico López (Inter)
  • 2020 – Everton
  • 2021 – Ferreira
  • 2022 – Bitello

O protagonismo, inclusive, chama atenção pela mudança de status em pouco tempo. O garoto de 22 anos, que participara de duas partidas quando a equipe foi comandada por Cesar Lopes, não recebeu oportunidade com Vagner Mancini. A chegada de Roger o colocou nos holofotes.

Atuações referendam confiança

Dos nove jogos desde a chegada do técnico, o camisa 39 esteve presente em todos. Ainda balançou as redes nas vitórias por 2 a 0 sobre o Ypiranga, na última rodada primeira fase, e no 3 a 0 no Gre-Nal 436, que encaminhou a classificação à final.

Neste período, em apenas duas vezes iniciou como alternativa. Na eliminação na Copa do Brasil, Bitello entrou aos 12 minutos do segundo tempo da derrota por 3 a 2 para o Mirassol. Já no 1 a 0 sofrido para o Inter na fase de classificação do Gauchão, foi a campo aos 40 da etapa inicial.

– Com o Mancini não tive muita oportunidade. Estava treinando bem. O Roger chegou, me deu oportunidade e eu soube aproveitar bem – resume o meio-campista.

Roger encontrou o time ideal no confronto com o Ypiranga na etapa classificatória, quando definiu uma trinca de volantes formada por Villasanti, Lucas Silva e Bitello. O sistema encorpou na vitória no clássico, no jogo de ida das semifinais.

– Sempre friso que preciso, o mais rápido possível, encontrar meu sétimo jogador. Com sete jogadores atrás da bola, não levo gol. Mas esse jogador precisa ter as duas características (defender e atacar). Esse sétimo hoje é o Bitello, que tem força para defender e para chegar à frente – explicou Roger.

Respaldado pelo chefe e com o moral elevado pelo Gauchão e a conquista individual, Bitello tenta manter o embalo para a sequência da temporada. O Tricolor começa a disputa da Série B no sábado, às 16h30, quando enfrenta a Ponte Preta no Moisés Lucarelli, em Campinas.



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