Corta para a direita, chuta… Gols pela Seleção são “assinatura” de Everton desde a base

Novo titular de Tite, Cebolinha tem em sua jogada habitual, de levar pela esquerda e puxar para o pé direito, uma arma letal desde os tempos de categorias de base no Fortaleza

26 de junho de 2019 - Às 12:08

Everton domina pela esquerda, tira o marcador para dançar e leva a bola para o meio, para perto de seu pé direito. O torcedor que acompanha o atacante mais de perto sequer precisa ver o desfecho do lance para imaginar uma batida “chapada” precisa, com destino certeiro.

A jogada é a marca registrada do Cebolinha, autor de dois gols justamente com essa fórmula pela Seleção na Copa América – um na vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia e outro na goleada por 5 a 0 sobre o Peru. Trata-se de uma arma letal até já manjada pelos adversários – que ainda procuram um antídoto para impedi-la. E desde os tempos das categorias de base.

Novo titular de Tite e esperança para a conquista da Copa América, Everton usa a jogada como sua “assinatura” desde muito cedo, ainda dos tempos de sub-15 no Fortaleza. Quem garante é o ex-atacante do Grêmio Jorge Veras, técnico de Everton ainda na base do tricolor cearense.

– Esse foi o dom que Deus deu para ele. Ele chegava aqui, cortava e chapava a bola – diz Veras.

Foi – e ainda é – assim no Grêmio. Everton soma 56 gols marcados pelo clube. Sete deles seguem exatamente este roteiro não apenas para balançar as redes, mas para ficar marcado na memória do torcedor. Basta falar da jogada para os gremistas recitarem os gols sobre Palmeiras nas quartas de final da Copa do Brasil de 2016 e contra o Pachuca, na semifinal do Mundial em 2017.

Mas a história é ainda mais antiga. Um vídeo publicado no Youtubo pelo Centro Digital de Dados (CDD), o setor de análise de desempenho do Grêmio, mostra uma série de gols em que Everton cumpre à risca esta fórmula para balançar as redes. Isso logo em seu primeiro ano na base do clube, 2013, pelas categorias sub-17 e sub-19 – à época, ele tinha 17 anos.



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