Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

A preparação do Grêmio depois de 11 dias de descanso se iniciará nesta segunda-feira (24), quando a delegação se hospedará no Hotel Vila Ventura, em Viamão. O objetivo é aprimorar a preparação física e fazer os ajustes necessários para a sequência pesada de jogos que o time de Renato Portaluppi terá pela frente. Serão sete partidas em um período de 23 dias assim que terminar a Copa América, com confrontos decisivos pelas quartas de final da Copa do Brasil, contra o Bahia, pelas oitavas da Libertadores, diante do Libertad, e ainda um clássico Gre-Nal pela 11ª rodada do Brasileirão.

Na competição continental, a mais atraente aos olhos dos torcedores, o rival é o paraguaio Libertad. A equipe do técnico argentino José Chamot deu início às atividades de intertemporada há duas semanas e, já neste sábado, disputará um amistoso contra o River Plate-PAR, em Assunção. Na quarta-feira, terá novo teste, desta vez enfrentando o Nacional-PAR. Depois, serão duas rodadas do Torneo Clausura – o segundo turno do Campeonato Paraguaio – antes da primeira partida contra o Grêmio, em 25 de julho, e outra entre os dois confrontos com o Tricolor.

— Nosso plantel está se preparando bem, treinando quase completo. Só faltam os dois jogadores que estão a serviço da seleção paraguaia (Iván Piris e Óscar Cardozo). O duelo contra o Grêmio é definitivamente de vida ou morte para nós, como todos os outros a partir das oitavas de final da Libertadores — relata o diretor do clube Carlos Giovine.

Os dois times se conhecem bem, já que estiveram na mesma chave na Libertadores e se enfrentaram duas vezes neste ano. No primeiro confronto, em 12 de março, o Libertad venceu o Grêmio, em Porto Alegre, por 1 a 0. O segundo jogo, em 23 de abril, teve vitória gremista, por 2 a 0, em Assunção. No fim da fase de grupos, os paraguaios terminaram na liderança, com 12 pontos, e o time gaúcho ficou em segundo, com 10.

Para esse novo embate, agora no mata-mata, as equipes permanecem bem parecidas, mas há motivos para o Grêmio comemorar. Enquanto o clube gaúcho buscou o zagueiro David Braz, o Libertad também contratou somente um defensor. Trata-se de Diego Viera, que, no entanto, não poderá jogar o torneio sul-americano, já que atuou pelo Godoy Cruz na fase de grupos.  

O próprio presidente do Libertad, Francisco Giménez Calvo, afirmou recentemente em entrevista coletiva que não buscará mais reforços. Segundo o dirigente, o clube já fez seus investimentos no início do ano, quando gastou mais de 5 milhões de dólares (cerca de R$ 19 milhões) em contratações.

Além disso, o Libertad afastou três jogadores devido a questões contratuais. São eles o lateral-direito Alan Benítez, o volante Ángel Cardozo Lucena e o meia-atacante Jorge Recalde. Os três atuaram na vitória gremista no Paraguai, em 23 de abril, sendo que Cardozo iniciou como titular e os outros dois entraram no decorrer da partida.

— O contrato deles estava se encerrando e não chegaram a um acordo de renovação com o clube. Por isso, foram barrados do time — explica o repórter Nelson Rivera, da rádio ABC Cardinal, de Assunção.

Na sexta-feira, o meia colombiano Alex Mejía comentou sobre a saída dos companheiros da equipe:

— Eram jogadores importantes para nós. Recalde vinha em um crescimento constante, Lucena era um dos mais influentes no esquema e Benítez sempre contribuía. Mas são decisões do clube e temos que acatá-las.

Para Rivera, que acompanha o dia a dia do “albinegro”, como é conhecido o Libertad, o favoritismo para o duelo é do Grêmio. Ele avalia que, apesar do calendário cheio, o time de Renato Portaluppi estará mais preparado para o confronto.

— O Libertad terá menos partidas oficiais. O Grêmio terá um ritmo maior. Por isso, acho que a vantagem é da equipe gaúcha — opina o jornalista paraguaio.

Favorito ou não, o certo é que, com o grupo todo à disposição, Renato terá de fazer o time decolar rapidamente no mês de julho se não quiser ficar pelo caminho. 



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