Em abril, o Grêmio colocava em prática um plano de redução de despesas para enfrentar a crise financeira provocada pela pandemia do novo coronavírus. Agora, com a situação mais desenhada – e uma previsão maior de queda de receitas e no quadro social – a direção prepara a segunda fase do projeto de contingência, entre julho e setembro.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, o CEO do Grêmio Carlos Amodeo admite que o prejuízo em receitas subiu de R$ 20 milhões para R$ 30 milhões. Além disso, foi registrado déficit no número de sócios de 10% a 15% em abril – justamente o período no qual o vírus ganhou força no país.

De olho em receitas, loja da Arena passou por higienização para reabrir nesta quarta — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

De olho em receitas, loja da Arena passou por higienização para reabrir nesta quarta — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Portanto, o clube já planeja a segunda etapa do plano de contingência, com início em 1º de julho e fim em 30 de setembro. Atividades que estavam suspensas, como as categorias de base e o futebol feminino, seguirão assim por mais um mês, por ora. A loja do clube na Arena reabre nesta quarta-feira.

– Considerando que nossa primeira fase do plano prevê ausência de jogos e competições até 30 de junho, já trabalhamos na elaboração de uma segunda fase do plano de contingência, estendendo prazo e colocando novas ações. Isso mesmo que as competições possam retornar em meados de julho e agosto – explica Amodeo.

Sem demissões

O planejamento tricolor também leva em conta a manutenção do quadro atual de funcionários. Segundo o executivo, o clube lançou mão de prerrogativas que pudessem ajudar na questão, como as medidas provisórias editadas pelo governo federal para flexibilizar os contratos de trabalho e a suspensão de alguns setores.

Carlos Amodeo, CEO do Grêmio — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Carlos Amodeo, CEO do Grêmio — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

As medidas permitem ao Grêmio “aumentar o volume de economia” nas operações, conforme Amodeo. Ele concorda que possivelmente haverá necessidade de renegociação com fornecedores e credores, mas destaca o objetivo de não realizar demissões.

– Um dos nossos dois objetivos estratégicos do plano é preservar o emprego e, dentro do possível, a renda do quadro de colaboradores. Neste estágio, ainda permanecemos com esse objetivo em vigor. Não consideramos neste momento qualquer redução do nosso quadro de empregados através de desligamentos – declara.

Novo apelo aos sócios

A queda de receitas no quadro social em abril já fazia parte do plano gremistas. Porém, o programa de benefícios e vantagens lançado no início de maio possibilitou ao menos manter a arrecadação. Fato comemorado pelo CEO, que mantém o apelo aos torcedores.

– Os resultados financeiros de maio demonstram que o plano foi bem aceito, que se mantiveram de abril a maio adimplentes. É importante saudar o associado e torcedor do Grêmio, todos aqueles que puderem estar em dia no período de ausência de jogos. Será extremamente importante para manter as atividades do clube, com um grupo forte – finaliza Amodeo.



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