Com novas dores, Bolaños fica fora outra vez e revive baixa no Grêmio

Meia-atacante fica novamente fora contra o Vitória e protagoniza montanha-russa com altos e baixos no clube

19 de julho de 2017 - Às 16:31
Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Um mistério ronda a Arena. Miller Bolaños, um dos destaques do Grêmio no início do ano, não engrena por qual razão em 2017? Depois de ter um bom início de temporada, o equatoriano repete uma montanha-russa em sua passagem pelo Grêmio e hoje convive com lesões que o impedem de entrar em campo. E mesmo quando está à disposição, acaba preterido pelo técnico Renato, como foi no último domingo, contra a Ponte Preta. Nesta quarta-feira, o meia-atacante será novamente baixa por dores no púbis.

Bolaños ficou afastado dos gramados por dois meses desde sua lesão no adutor da coxa direita, contra o Guarani, no dia 27 de abril, até o retorno contra o Palmeiras, dia 1º de julho, em time reserva escalado por Renato. O prazo inicial dado pelo clube para voltar a jogar foi de três semanas.

No último domingo, ficou no banco na vitória sobre a Ponte Preta – foi opção também entre os suplentes contra o Godoy Cruz, pelas oitavas da Libertadores. Mas ouviu do técnico Renato Portaluppi um recado: precisaria se empenhar tanto quanto os companheiros para conseguir uma vaga. Fez isso no coletivo da última segunda-feira, quando teve boa atuação e se dedicou para o time – fizera, na sexta anterior, o mesmo tipo de trabalho. Mas relatou, antes da viagem para Salvador, dores no púbis que o tiraram da lista de relacionados.

– É empregado do Grêmio como eu sou. É pago para trabalhar e ficar à disposição. Os jogos têm sido pegados, difíceis. Está voltando de lesão. Ficou muito tempo parado. Hoje (domingo) até o poderia colocar. Ontem recebi uma informação que foi algo leve, mas ainda estava sentindo um pouco. Procurei poupá-lo em razão da dor que estava sentindo. Independente se começar ou entrar, precisa se doar como os companheiros – explicou Renato após o jogo contra a Ponte.

Antes disso, Bolaños chamou atenção por se ausentar de treino, por problemas particulares, na semana passada. Por conta disso, ficou fora da viagem para o Rio de Janeiro, onde o Grêmio venceu o Flamengo. Em junho, também chamou os holofotes para si ao comunicar a Renato que ainda não estava 100% fisicamente e, por isso, não se sentia confiante para voltar a jogar. Algo que também causou desconfiança nos gremistas, já que não atuava desde o fim de abril.

Internamente, se vê uma espécie de guerra fria entre o meia-atacante e Renato. O equatoriano não voltou direto ao time titular após a lesão – algo até esperado, visto o tempo parado – e diminuiu o ritmo em treinamentos. Em um trabalho, inclusive, Renato chegou a chamar atenção dele e de Beto da Silva após conversa com integrantes da comissão técnica, cobrando mais intensidade de ambos.

Renato, por sua vez, também fica desgostoso com o comportamento. O que reflete em mais dificuldade para Bolaños ser escalado e descontentamento de ambos os lados, como um círculo vicioso. A lesão especificamente no adutor também foi um complicador para o jogador. Pela postura, maneira como corre e domina a bola, Bolaños usa muito o músculo. E força a cada treino mais que os companheiros.

Na temporada, Bolaños tem 18 partidas disputadas e oito gols marcados. Quando teve sequência, brilhou como substituto de Douglas ao lado de Luan no ataque. No momento que jogaria ao lado de Barrios, teve o problema e saiu do time desde então. Passou a viver a baixa de 2017, algo que, para desgosto dos gremistas, não parece estar perto do fim.

Contratado no início de 2016, Bolaños chegou como status de maior contratação do clube, começou bem, mas a fratura sofrida no Gre-Nal do ano passado o complicou. Reserva no segundo semestre, foi importante na campanha do título da Copa do Brasil, com gols como o das oitavas contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, ou o da final contra o Atlético-MG, na Arena.



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