Uma semana antes do fim do mês de junho, o Grêmio tem pontas determinantes da segunda fase do plano de contingência contra a crise bem atadas. As medidas tomadas até o momento, como o parcelamento de parte dos salários dos atletas, ajustam o fluxo de caixa do Tricolor e dão um respiro até setembro.

O trabalho executivo gremista foi dividido em partes. Depois da primeira projeção, entre março e junho, entra em vigor a segunda fatia do plano de contingência a partir do dia 1º de julho. A renegociação do salário do grupo é um exemplo de medidas para este período.

Carlos Amodeo (E) lidera execução de plano do Grêmio — Foto: Divulgação / Grêmio FBPA

Carlos Amodeo (E) lidera execução de plano do Grêmio — Foto: Divulgação / Grêmio FBPA

— Vai ser necessário um ajuste de contas em 2021 e 2022 para readequar os investimentos do futebol àquelas receitas que vamos ter mais o estoque de pagamentos que não vamos realizar em 2020 e que vão ser postergados para 2021 e quem sabe 2022. Naturalmente vamos passar por um momento e por uma fase de ajuste — comentou o executivo geral Carlos Amodeo em entrevista para Rodrigo Capelo no Dinheiro em Jogo.

A linha de crédito da CBF, de cerca de R$ 10 milhões para o Grêmio, também será usada para manter os compromissos em dia após as renegociações com fornecedores. O principal objetivo da segunda etapa montada pelo executivo geral Carlos Amodeo é justamente reajustar o fluxo de caixa até o final de setembro.

O valor a ser recebido da CBF é semelhante ao buscado com bancos no início da pandemia. Ainda em março, o Grêmio recorreu à captação bancária para criar uma gordura a ser utilizada durante o período. A revelação foi feita pelo executivo de controladoria, Fabiano Würdig, no Dinheiro em Jogo com Rodrigo Capelo (veja o papo acima).

— Tivemos oportunidade de recorrer ao mercado financeiro para captar recursos para montar um colchão de liquidez. O clube se capitalizou, captamos R$ 10 milhões em março e mais outros aportes no período. Nos propiciou manter a integralidade dos pagamentos de funcionários e fornecedores em dia — comentou Würdig.

Nesta segunda fase, segundo Amodeo, não está previsto nenhum outro aporte financeiro. A situação não fica confortável, mas a crise passa a ser superável até setembro. Na projeção gremista, o futebol retorna no início de agosto, o que faz algumas receitas retornarem ao fluxo sazonal.

Além do parcelamento de parte dos salários dos jogadores, o clube também já havia postergado o pagamento dos direitos de imagem dos atletas deste período sem partidas em 2021.



Veja também