Félix Zucco / Agencia RBS

No primeiro jogo depois da eliminação na Copa do Brasil, o Grêmio saiu atrás do placar mas conseguiu buscar o empate com o Novo Hamburgo, no Estádio do Vale, pela 10ª rodada do Gauchão. O 1 a 1 (gols de Da Silva para os donos da casa e Gabriel Silva para os visitantes) alivia a tensão do ambiente e prepara o time para o Gre-Nal de quarta-feira, em jogo atrasado da nona rodada.

Roger Machado voltou a montar o time no 4-2-3-1, com Villasanti recuando para formar dupla com Thiago Santos. À frente deles, Janderson começou pela direita, Campaz centralizado e Rildo na esquerda. Diego Souza completava o setor ofensivo. No Novo Hamburgo, Gelson Conte não se intimidou, armou sua equipe para jogar de igual para igual, com preferência pela bola no chão.

O início da partida, sob forte calor, foi burocrático. A lentidão se traduzia em vantagens das defesas sobre os ataques. O Grêmio tentou duas vezes com Nicolas em cruzamentos mal feitos.

Só aos 18 minutos, veio a primeira grande chance. Após cobrança de escanteio da esquerda, Júnior Timbó cabeceou, Brenno espalmou para o meio da área e, no rebote, Michel Renner (que estava em posição irregular) acertou a trave.

A resposta do Grêmio veio aos 22, com Rildo arriscando e Raul defendendo. O jogo começava a ter mais ritmo. Especialmente porque o Novo Hamburgo não tinha medo de atacar.

Foi assim que, aos 26, Da Silva fez um golaço. O centroavante recebeu, teve espaço de Bruno Alves, girou e acertou o ângulo de Brenno. A bola ainda deu na trave antes de cruzar a linha: Novo Hamburgo 1 a 0.

O gol deu ainda mais confiança para os donos da casa. Cada tentativa do Grêmio era recuperada com bola de pé em pé. Esteve perto de fazer o segundo.

Eram 36 minutos, quando, em cinco passes, o lateral-direito Camargo recebeu em um buraco do lado esquerdo da defesa gremista. Livre, ele conduziu e encheu o pé. A bola explodiu no travessão.

O Grêmio esteve perto de empatar também. Aos 44, Orejuela foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para trás. Rildo chegou batendo, no contrapé do goleiro. Raul, porém, teve agilidade para deixar a mão e fazer uma grande defesa.

Durante o intervalo, um temporal caiu sobre o Estádio do Vale. A chuva e o vento amenizaram a temperatura. E ajudaram a deixar o jogo mais vivo.

Em desvantagem, o Grêmio voltou mais atento ofensivamente no segundo tempo. Aos quatro, Rildo chutou de fora da área e Raul defendeu. Aos 11, Janderson aproveitou bate-rebate à frente da marca do pênalti e bateu forte, outra intervenção salvadora do goleiro do Novo Hamburgo.

A verdade é que o time da casa parou de atacar. E o Grêmio adonou-se do campo. Roger passou a fazer mudanças. Primeiro entraram Elias e Bitello nos lugares de Thiago Santos e Janderson. Para aumentar ainda mais o poderio ofensivo, o treinador mandou a campo Benítez e Gabriel Silva, saindo Campaz e Rildo.

Na pressão, os visitantes levaram perigo quando Orejuela chutou de longe, Islam cortou perigosamente para trás. A bola passou perto da trave.

A última troca foi de Vini Paulista por Villasanti, jogando o time definitivamente para a frente. Na base dos cruzamentos, novamente o Grêmio fez Raul trabalhar. Nicolas cruzou, Diego Souza ajeitou e Bruno Alves cabeceou mal, já desequilibrado, e o goleiro pegou firme.

Tamanha pressão foi premiada aos 40. Após cobrança de escanteio da direita, Gabriel Silva saltou meio estranho, mas sua cabeçada venceu Raul e deixou tudo igual.

Os minutos finais tiveram o Grêmio tentando atacar e o Novo Hamburgo parecendo satisfeito com o empate. O placar não se alterou, mas o Tricolor parece ter ganhado um problema para o Gre-Nal: Diego Souza sentiu uma lesão muscular, entrou em desespero e ficou de figurante até o apito final.



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