Foto: Eduardo Moura

O herói da vitória do Grêmio sobre o Lanús, na primeira partida da final da Libertadores, saiu do banco de reservas. E, ao olhar a temporada, é bem improvável. Cícero entrou no segundo tempo e acabou por completar passe de Jael, também substituto, para as redes. O meio-campista contou bastidores do gol, como o que ele fez no intervalo da partida na Arena, ao lado do “amuleto”, seu filho Enzo.

Na manhã desta quinta-feira, foi interpelado por muitas mensagens de amigos e familiares parabenizando pelo gol na final da Libertadores. Jogada que começou a ser construída no intervalo.

– No intervalo, foquei bastante, a qualquer momento podia entrar. Nós que estávamos no banco estávamos aquecendo na hora que o Renato estava passando as instruções. No momento, até falei que quem está no banco tem que entrar para dar resposta, não pode ser mais um. Lógico que as coisas podem não acontecer da maneira que você quer, mas alguma coisa tem que acontecer. Ficava andando de um lado a outro, até pela minha situação da metade para o final do ano. Muitas coisas vinham na minha cabeça. Sempre fui um cara muito focado, com o dedo do Renato a gente pode dar um passo importante para o título – revelou Cícero.

Após marcar gol que garante a vantagem do Grêmio, Cícero brinca com filho em Porto Alegre

Após marcar gol que garante a vantagem do Grêmio, Cícero brinca com filho em Porto Alegre

Depois de participar do treino da tarde desta quinta-feira, Cícero ficou batendo bola com o filho Enzo, de cinco anos. Não é a primeira vez que o garoto aparece no CT Luiz Carvalho para acompanhar o pai. A presença do pequeno, inclusive, mostra como Cícero está à vontade no Tricolor. Mesmo com pouco tempo de casa – foi confirmado como reforço em outubro -, já está integrado e se sente bem no clube.

– Costumo falar que (o filho) é meu amuleto da sorte, vários jogos meus desde o Santos, quando ele começou a entender mais, sempre viu o pai fazer gols. O grupo me abraçou, é muito bom. O que dão para mim, procuro retribuir da melhor maneira. Colocamos um som, brincamos, jogamos um baralho, faz parte da convivência do dia a dia – apontou o meia.

Indicado por Renato, Cícero disse que retomou o trabalho com o treinador, com quem foi vice da América em 2008 pelo Fluminense, para acabar o que haviam começado juntos há nove anos. Em entrevista, antes da final, também falou sobre a negociação com o Tricolor. O jogador não pode atuar pelo Brasileirão e ficará com os titulares treinando, enquanto os reservas voltam a jogar no domingo, na Arena, contra o Atlético-GO.



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