Mateus Bruxel / Agencia RBS

O Grêmio venceu o Sampaio Corrêa na Arena por 2 a 0, mas novamente voltou a apresentar dificuldades de criar chances de gol. Porém, diferente do que aconteceu no empate em 0 a 0 com o Sport, desta vez Roger contou com Diego Souza, que marcou duas vezes, assumiu a artilharia da Série B e garantiu mais três pontos para o Tricolor.

Outra vez, o centroavante não deixou margem para dúvida de sua importância, a ponto do treinador admitir que atualmente o ataque depende do camisa 29. Diego Souza anotou sete dos 11 marcados pelo Grêmio em 13 jogos do Brasileiro e ainda contribuiu com uma assistência contra o CRB. Ou seja, teve participação direta em 72% dos gols do time.

O time de Roger Machado marcou gols em seis dos 13 jogos do Tricolor até o momento. Em todos os jogos em que o Tricolor balançou a rede, Diego Souza atuou, mas em apenas uma partida não teve participação direta em, pelo menos, um dos gols, que foi na vitória contra o Operário por 1 a 0, com gol de Elias e assistência de Biel.

Quando o Grêmio passou por uma sequência de três jogos sem balançar as redes, contra o Criciúma, Vila Nova e Vasco, foi Diego quem deu fim à seca, marcando o primeiro da vitória em cima do Novorizontino. Mas quando o atacante não está em campo, o time tem tido dificuldade de empurrar a bola para as redes.

Foi assim contra o Sport, quando Elkeson substituiu Diego Souza, desfalque por conta de uma amigdalite. Um dos motivos da contratação de Elkeson foi para ter alguém que dividisse com o camisa 29 a responsabilidade de fazer os gols. Porém, o chinês não conseguiu ser esse jogador até o momento. O 9 do Grêmio tem apenas um gol e foi contra o Glória de Vacaria, na Recopa Gaúcha. E agora é desfalque, pois sofreu lesão no músculo posterior da coxa esquerda.

A direção do Grêmio não descarta a possibilidade do clube contratar na próxima janela um atacante com características parecidas a de Diego. Em entrevista coletiva, o vice de futebol, Dênis Abrahão, afirmou que tem duas situações “bem encaminhadas” com um meia e um atacante.

– Temos um artilheiro, que é o Diego, precisamos dividir sim essa artilharia dele com outros atletas. As alternativas, os reforços, as mudanças, tudo são em cima disso – afirmou Roger.

Desde o jogo contra o Vila Nova, Roger adotou uma nova estrutura de time. Passou do 4-2-3-1 para o 3-5-2, adotando uma linha defensiva com três zagueiros. O técnico explicou que a formação, que ainda não levou gols, foi também para colocar mais atletas perto do centroavante.

Em contrapartida, o Grêmio encara problemas na criação de jogadas rodada após rodada. A diferença é que, quando Diego tem uma oportunidade, ele não costuma desperdiçar. Prova disso é que cinco dos sete gols do atacante tem origem de bola parada.

– Três zagueiros é para colocar mais homens próximos do Diego, mas Janderson e Biel por vezes se afastam. Futebol é criar dúvida no adversário, ajustes de mudar características para favorecer nosso 9, o chefe do ataque – explicou.

Atualmente no elenco, o Roger conta apenas com Ricardinho como alternativa na posição de centroavante. Kevin Quejada, do time de transição, treina às vezes com o profissional e já chegou a ser relacionado para algumas partidas da Série B na falta de outros atacantes.

Antes da reabertura da janela de transferência, quando se projeta e espera a chegada de reforços para melhorar a produção ofensiva do time, o Grêmio tem um cuidado especial com homem-gol da equipe para não perdê-lo por lesão. Isso passa por preservar Diego de alguns treinos e diminuir a carga física no jogador.

Aos 37 anos, completados na última sexta-feira, Diego Souza mostra que é um dos principais jogadores do elenco gremista e se encaminha para ser, pelo terceiro ano seguido, o artilheiro do clube na temporada. A meta para 2022 são 20 gols e, se manter o ritmo, a projeção é superá-la com tranquilidade. Restam apenas oito, e o Grêmio tem 25 jogos pela frente.



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