Foto: Eduardo Moura

Serão os 90 minutos mais tensos da história recente do Grêmio. Mais que as finais da Copa do Brasil e da Libertadores ou jogos de mata-mata. O Tricolor pode estar rebaixado para a Série B do Brasileirão ao final do confronto com o Corinthians, às 16h deste domingo, na Neo Química Arena.

Uma derrota tira as possibilidades do Grêmio permanecer na elite brasileira em 2022. Um empate pode significar o rebaixamento na segunda-feira, dependendo dos resultados de Juventude e Cuiabá na rodada. E não é visto como bom resultado pelo Tricolor. O objetivo é buscar os três pontos.

Está em jogo todo o planejamento para a próxima temporada, algumas reputações junto aos torcedores, o orgulho de ser bem gerido e vitorioso recentemente, milhões e milhões em receitas em 2022.

– Vejo as torcidas se manifestando pela queda do Grêmio. Estão vendo o fenômeno sociológico, está caindo um grande. É natural que as pessoas façam essa manifestação no momento que veem um grande derreter, principalmente um grande que teve nos últimos cinco, seis anos, enormes conquistas não só dentro do campo, mas fora – afirmou o presidente Romildo Bolzan, presente em São Paulo.

Uma vitória do Grêmio, aí sim, deixa tudo para a última rodada, quando os gaúchos encaram o Atlético-MG já campeão e a três dias da final da Copa do Brasil. Os movimentos de bastidores recentes são para que o clube se mantenha vivo.

O grupo de atletas utilizado no dia a dia está quase completo na capital paulista, exceção de Elias, Pedro Lucas e dos goleiros Felipe e Adriel. Até Douglas Costa, suspenso, acompanha a delegação.

O relato é que o clima melhorou após a chegada de Vagner Mancini e deu uma guinada maior nesta semana, com as mexidas no grupo, após a dispensa de sete jogadores. Não exatamente por quem saiu, mas pelo recado que passou.

Estamos todos trabalhando para vencer. É o que dá expectativa boa, chance. Estamos trabalhando muito neste sentido, o grupo de jogadores está muito fechado, a comissão técnica fechada. É delicado? É. Passa pela vitória. Não tem outra solução para nós”— Romildo Bolzan, presidente do Grêmio

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio — Foto: Eduardo Moura

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio — Foto: Eduardo Moura

Em São Paulo, o presidente Romildo Bolzan Júnior tem a companhia de dois dos seis vice-presidentes do Grêmio, Paulo Luz e Guto Peixoto. Os outros quatro, Marcos Herrmann, Duda Kroeff, Claudio Oderich e Adalberto Preis, não viajaram com a delegação.

Além dos dois vices, outros integrantes da gestão em cargos nas categorias de base e no Conselho Deliberativo estão presentes para a partida que pode determinar a queda para a Série B.

O ambiente vai ser hostil – a torcida do Corinthians quer vingança pelo rebaixamento de 2007. Mais ainda após as declarações da última quinta, quando o técnico Vagner Mancini disse que a torcida corintiana não joga e o vice de futebol Denis Abrahão falou até nos rivais “torcerem pelo Grêmio”. Os ingressos para corintianos e gremistas estão esgotados.

– O Grêmio tem objetivo para ter chance de na última partida escapar. Cada um tem seus objetivos. O jogo se reveste de uma peculiaridade que há muito tempo não se via. Nós decidindo o que estamos decidindo e eles uma situação mais tranquila, mas importante também. Vai imperar o profissionalismo, não vai contaminar o jogo, vai ser um jogo racional, profissional, cada um tentando buscar o que pretende no campeonato – minimizou Bolzan.

Em campo, o Grêmio deve ter a volta de Cortez na lateral esquerda, até pelo resguardo em não se expor muito e sofrer um gol do Timão. A outra mudança na equipe é Jhonata Robert pela ponta direita na vaga de Douglas Costa. O restante do time segue o mesmo da vitória sobre o São Paulo.

Com 39 pontos, o Grêmio é o 18º colocado do Brasileirão. Se perder, fica a quatro pontos do Cuiabá, 16º, e está rebaixado para a Série B. Tudo será decidido em 90 minutos neste domingo.



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