Nos últimos 10 anos, o GloboEsporte.com apresenta a cada início de temporada jovens promessas que têm potencial para ser a “galinha dos ovos de ouro” do Grêmio, como costuma falar o técnico Renato Gaúcho. Algumas “Joias”, de fato comprovaram o potencial, outras nem tanto.

Apenas duas apostas seguem no clube: Pepê e Jean Pyerre. Já Jhonata Robert foi emprestado no início do ano para o Cruzeiro e sequer atuou entre os profissionais. Mas permanece com os direitos atrelados ao Tricolor.

Confira abaixo o que aconteceu com as 10 joias do Inter:

2020 – Jhonata Robert

Jhonata Robert está emprestado ao Cruzeiro — Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Jhonata Robert está emprestado ao Cruzeiro — Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Buscado pelo Grêmio para as categorias de base em Santa Catarina, Robert se destacou na reta final de 2019 por sua qualidade técnica. Inclusive iniciou 2020 com chance no time de transição, na Recopa Gaúcha, mas não aproveitou.

Foi pedido depois em negócio envolvendo a chegada do lateral Orejuela e rumou para o Cruzeiro, por empréstimo. Na Série B, pretende dar o passo decisivo para se tornar profissional e buscar espaço no Grêmio.

2019 – Tetê

Tetê, atacante do Shakhtar Donetsk, contra o Manchester City  — Foto: Jason Cairnduff / Reuters

Tetê, atacante do Shakhtar Donetsk, contra o Manchester City — Foto: Jason Cairnduff / Reuters

Vendido pelo Grêmio sem nem estrear, o meia-atacante teve começo meteórico no Shakhtar Donetsk. Já atuou pela Liga dos Campeões e foi eleito melhor jogador em campo no duelo com o Manchester City.

Confirmou o que se esperava dele dentro de campo, embora tenha deixado o Tricolor sem passar pelo grupo principal, e já é alvo de outras equipes na Europa, como Bayern e Milan.

2018 – Pepê

Pepê marcou aos dois minutos do primeiro tempo contra o Pelotas — Foto: Lucas Uebel/DVG/Grêmio

Pepê marcou aos dois minutos do primeiro tempo contra o Pelotas — Foto: Lucas Uebel/DVG/Grêmio

Vice-artilheiro gremista no ano passado, Pepê caminha junto com Jean Pyerre em seu início de carreira no Tricolor. O atacante ganhou mais espaço durante 2019 e se candidatava a uma vaga entre os titulares nesta temporada, com boas atuações, na briga por Alisson.

Esteve também no Pré-Olímpico, no início de 2020, quando anotou três gols pela seleção sub-23. Tem uma lista de clubes europeus que o acompanham: Bayern de Munique, Ajax, Porto, Roma… Todos com algum tipo de contato com o seu empresário.

2017 – Jean Pyerre

Jean Pyerre em derrota do Grêmio para o Santos  — Foto: Eduardo Moura

Jean Pyerre em derrota do Grêmio para o Santos — Foto: Eduardo Moura

A joia de 2017 estreou como profissional justamente naquele ano, em chance recebida na Primeira Liga com o time de transição. Desde então, assumiu franca ascensão. Em 2018, mostrou trabalho no Campeonato Gaúcho e foi aos poucos ganhando espaço no elenco principal.

No ano seguinte, cavou a vaga como titular e tornou-se peça fundamental. Recentemente, retornou de lesão muscular após parada de cinco meses. O meia é acompanhado de perto pelo Mônaco, da França, que prometia uma investida para a metade desta temporada.

2016 – Tontini

Tontini (E) assinou com o Caxias — Foto: Luiz Erbes / SER Caxias

Tontini (E) assinou com o Caxias — Foto: Luiz Erbes / SER Caxias

Com 20 anos em 2016, Felipe Tontini buscava vaga no elenco principal com o então técnico Roger Machado. Teve suas chances, mas deixou a desejar. Chegou a descer para o time sub-23, foi emprestado ao Ceará e ao Helsingör, da Dinamarca.

O garoto que se inspirava em Kaká ainda procura por sequência. No início deste ano, rescindiu contrato com o Grêmio, que expiraria em dezembro, e assinou com o Caxias até o final da temporada. Pouco jogou no Gauchão até a parada.

2015 – Lincoln

Lincoln em ação pelo Santa Clara contra o Porto — Foto: Divulgação / CD Santa Clara

Lincoln em ação pelo Santa Clara contra o Porto — Foto: Divulgação / CD Santa Clara

A mais nova das joias surgia aos 16 anos como um fenômeno gremista. O meia canhoto e apelidado de “diamante negro” por Felipão, técnico na época, hoje se encontra longe de Porto Alegre.

Lincoln enfrentou dificuldades no início precoce entre os profissionais do Tricolor. Não se firmou e foi emprestado duas vezes: em 2017 para o Rizespor, da Turquia, e em 2018 para o América-MG. No ano passado, foi vendido ao Santa Clara, de Portugal, onde é titular.

2014 – Luan

Luan foi para o Corinthians no fim do ano passado — Foto: Marcos Ribolli

Luan foi para o Corinthians no fim do ano passado — Foto: Marcos Ribolli

Certamente a joia que mais trouxe resultados recai sobre o nome de Luan Guilherme de Jesus Vieira. O atacante magrelo de 20 anos que surgia em 2014 fez parte da atual geração vencedora do Grêmio.

Enfileirou conquistas como a Copa do Brasil, a Libertadores, a Recopa Sul-Americana e dois Campeonatos Gaúchos. Sem contar a conquista nos Jogos Olímpicos em 2016 e o prêmio de Rei da América em 2017.

A idolatria, porém, foi interrompida após uma sequência de jogos perdidos por conta de sua fascite plantar e queda de rendimento. Encontrou refúgio no clube da infância, o Corinthians, para onde foi em dezembro de 2019.

2013 – Gerson

Gerson está no Simba, da Tanzânia — Foto: Divulgação

Gerson está no Simba, da Tanzânia — Foto: Divulgação

O zagueiro de 20 anos lá em 2013 sequer jogou profissionalmente pelo Grêmio. Apesar da formação desde os oito anos na base do clube, o sonho de atuar na Arena não foi realizado. Chegou a fazer parte da pré-temporada daquele ano entre os profissionais, mas perdeu espaço para Bressan.

Ainda teve passagens por Oeste e Bragantino, até ter sequência no Atenas, do Uruguai. No futebol asiático, atuou na Índia e Japão. Hoje com 27 anos, defende o Simba SC, da Tanzânia, na África.

2012 – Guilherme Biteco

Guilherme Biteco deve jogar no Paraná — Foto: Divulgação/Paraná

Guilherme Biteco deve jogar no Paraná — Foto: Divulgação/Paraná

Uma das promessas desde os seis anos no Grêmio, Guilherme Biteco hoje se encontra longe do lado azul de Porto Alegre. Está com 26 anos e prestes a ser incorporado ao grupo do Paraná.

Mas a joia acostumada a percorrer os corredores do antigo Olímpico em 2012 visitou outros estádios na vida. Foi vendido ao Hoffenheim da Alemanha. Sem espaço, voltou ao Tricolor e seguiu rodando por outros clubes brasileiros.

No início deste ano, estava sem clube. Mas, em janeiro, pediu ao Paraná para se recuperar de uma lesão no joelho e foi bem aceito pela equipe que defendeu em 2017. Está próximo da volta aos gramados e o próprio Paraná já prepara um contrato de no mínimo um ano com o jogador.

2011 – Bergson

Bergson em ação pelo Ceará — Foto: Thiago Gadelha / SVM

Bergson em ação pelo Ceará — Foto: Thiago Gadelha / SVM

A primeira joia gremista surgia em um cenário complicado, mas positivo. Afinal, o atacante de 19 anos na época encarava uma forte concorrência no ataque, com Jonas e André Lima, por exemplo. Mas surgiu respaldado pelo título brasileiro sub-20.

Teve poucas chances com o técnico Renato Gaúcho em 2011, rodou por outros clubes entre idas e vindas no Grêmio. Sua melhor temporada foi em 2017, quando fez 28 gols em 47 jogos pelo Paysandu. No ano seguinte, foi para o Athletico, onde conquistou a Recopa Sul-Americana. Atualmente, está no Ceará.



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