Após promessa e título, carro vira amuleto para gremistas no Paraguai: “De Parati nós iremos”

Veículo de 1993 personalizado com as cores do Grêmio pertence a amigos que vivem no interior do país vizinho já foi até Porto Alegre para jogo na Arena

1 de agosto de 2019 - Às 16:44

Em setembro de 2016, Renato Gaúcho chegou ao Grêmio com uma ideia na cabeça: precisava tirar o clube da fila de 15 anos sem títulos relevantes no cenário nacional. A empreitada teve sucesso, com a conquista da Copa do Brasil já nos primeiros meses de trabalho. Mal sabia o treinador que proporcionaria algumas aventuras a um trio de gremistas do Paraguai, a mais de 950 quilômetros de Porto Alegre.

Cícero Júnior do Carmo Mielke, ou simplesmente Juninho, fez a promessa junto a dois amigos no momento da saída de Roger Machado: se o Grêmio fosse campeão naquele ano, iria customizar uma Parati 93, com motor a diesel, e iria para um jogo na Arena com ela desde Santa Rita, no interior do Paraguai. Desde então, o carro virou uma espécie de amuleto para o grupo que vai acompanhar o time nesta quinta em Assunção, contra o Libertad, pelas oitavas da Libertadores.

Juninho (C) com amigos do consulado de Santa Rita — Foto: Eduardo Moura

Juninho (C) com amigos do consulado de Santa Rita — Foto: Eduardo Moura

O carro ganhou adesivagem personalizada com as cores e o escudo do Grêmio. Também ostentava uma imagem do meia Douglas, hoje no Avaí, um dos destaques da campanha do Penta da Copa do Brasil. O trio estava confiante que a ida com o carro a Porto Alegre levaria o título da Libertadores de 2017. Dirigiram mais de 900 quilômetros em 18 horas para a Parati pifar justamente na frente da Arena.

– Naquele mesmo ano (2017), falamos que íamos a Porto Alegre com o carro e o Grêmio sairia campeão da Libertadores. A viagem foi bem longa, saímos de Santa Rita às 22h e chegamos em Porto Alegre às 17h. Deu 19h de viagem. Sem desligar a Parati. Chegando a Porto Alegre, em frente à Arena, deu problema. Não sabíamos o que que era, mas descobrimos que tinha fundido o motor. Mas cumpriu a meta, que era chegar lá – brinca Júnior.

Torcedores do Grêmio com Parati estragada na frente da Arena — Foto: Arquivo pessoal

Torcedores do Grêmio com Parati estragada na frente da Arena — Foto: Arquivo pessoal

O grupo retornou ao Paraguai e precisou gastar mais alguns milhares de reais para arrumar o motor do veículo e conseguir resgatá-lo em Porto Alegre. Foram para um jogo de Brasileirão e retornaram dirigindo. O amuleto, agora, passa por uma reconstrução no interior paraguaio e não poderá estar presente nas imediações do Defensores del Chaco para o jogo desta noite. Mas o trio garante que não vai abandonar o carro.

– Não largamos, é nosso amuleto da sorte. Só temos a agradecer, através da promessa, o Grêmio foi ganhando todo ano. Não desistimos dela agora. De Parati nós iremos – completa o gremista.

Em Santa Rita, a gratidão pelos emoções vividas com o amuleto é tenta que o veículo virou até atração. É usado para eventos consulares, manifestações e jantares de torcedores do Grêmio. E até para casamentos. Em Assunção, Júnior esteve nesta quarta acompanhando o treino do clube gaúcho ao lado dos amigos Márcio Alexandre Riske e Barão Oliveira.

Veículo com cores do Grêmio em casamento no Paraguai — Foto: Arquivo pessoal



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