Onde foi parar a solidez defensiva do Grêmio? É a pergunta que muitos torcedores fazem nesta segunda-feira, um dia após a derrota por 5 a 4 para o Fluminense, de virada. Há menos de um mês, o time de Renato conquistava o Campeonato Gaúcho com apenas um gol sofrido em 17 partidas. Nas três primeiras rodadas do Brasileirão, já foi vazado oito vezes e tem a pior defesa da competição.

Os cinco gols da equipe de Fernando Diniz na Arena, é claro, pesam nessa conta. Também é preciso considerar a diferença de nível dos rivais entre uma competição e outra e a pequena amostragem até agora no Brasileirão, com três jogos disputados. Mas o fato é que é a média de gols sofridos na comparação entre uma competição e outra subiu consideravelmente, de 0,05 por jogo para 2,66. E o time ainda não terminou um jogo sem sofrer gols.

A fragilidade defensiva coloca o Grêmio na zona de rebaixamento, em 18º lugar, com apenas um ponto em nove disputados, empatado com Avaí e Vasco, mas à frente pelos critérios de desempate. Na entrevista coletiva após a partida, Renato foi questionado sobre o assunto e justificou a marca negativa pela falta de concentração, ao mesmo tempo que cobrou uma mudança de postura:

– O Grêmio tem a defesa mais vazada porque demos mole. Nós somos culpados. O Grêmio dificilmente sofre gols. Ainda mais em três jogos. Não lembro de ter tomado cinco gols desde quando estou aqui. Ainda mais após estar ganhando por 3 a 0. Temos que parar de dar mole. Temos que ficar concentrados nos 90 minutos. Com foco a história será outra.

Contra o Fluminense, Kannemann formou a dupla de zaga com Michel — Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital

Contra o Fluminense, Kannemann formou a dupla de zaga com Michel — Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital

Na Arena, os erros ocorreram das mais diferentes formas. No primeiro gol do Fluminense, é verdade, Luciano chuta errado e Kannemann corre para tentar bloquear. A bola sobra para Yony González. O segundo é uma falha de Júlio César. O goleiro erra o domínio etenta driblar Luciano, que rouba a bola e só empurra para as redes.

Grêmio no Brasileirão

  • 3 jogos
  • 8 gols sofridos
  • média de 2,66 gol por jogo
  • sofreu gols em todos os jogos

O terceiro saiu no rebote de um cabeceio de Luciano, que Júlio César espalma. Matheus Ferraz, também de cabeça, aproveita que Kannemann dá espaço e deixa tudo igual. O quarto, no pênalti convertido por Pedro, sai após o argentino agarrar Matheus Ferraz. Já o quinto e derradeiro decorre de uma rebatida do camisa 4 que sobra para Yony González chutar.

Eles se somam aos gols de Eduardo Sasha e Felipe Jonatan na derrota por 2 a 1 para o Santos e ao gol contra de Michel, no empate com o Avaí. Nada que preocupe Renato, porém. O treinador acredita que os gols sofridos são resultado de falta de atenção e confia em uma recuperação do time no campeonato.

– Tenho tocado muito na tecla. O Grêmio dificilmente dá esse tipo de mole. Infelizmente nestes três jogos do Brasileirão demos. Não é um balde de água fria, que preocupe. Eu sei a qualidade do grupo. São coisas passageiras. Daqui a pouco cada um vai para o seu lugar no Brasileirão, inclusive o Grêmio – confia Renato.



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