Lucas Uebel / Grêmio/Divulgação

A realidade do Grêmio é cortar gastos em função do rebaixamento à Série B. O primeiro reflexo direto é o investimento no grupo de jogadores. O clube já conseguiu “se livrar” de altos salários, porém a meta está longe de ser atingida. Nos próximos meses, os dirigentes seguirão trabalhando nos bastidores para chegar aos números projetados.

Em entrevistas recentes, o presidente Romildo Bolzan revelou que o objetivo é trabalhar com um gasto entre R$ 7 e R$ 7,5 milhões. Em 2021, na campanha que culminou na terceira queda à Série B, o valor mensal com os vencimentos dos atletas chegou a R$ 14 milhões.

Na mesma linha do mandatário, o profissional destacado para trabalhar com as reduções é Diego Cerri. Apesar do rebaixamento, o executivo foi mantido na função por pedido do vice de futebol Dênis Abrahão. Com as saídas de jogadores renomados, o Grêmio se aproxima de R$ 3 milhões de “alívio”, mas ainda precisa cortar mais:

— Mais ou menos 50% da folha do ano passado. Não estamos investindo em compra de atletas. Tivemos que abrir mão de atletas com salários e ganhos mais altos. É a realidade que a gente tem — relatou Cerri, em entrevista coletiva, na última sexta (7).

— Estamos trabalhando para dentro desta realidade termos a melhor equipe que possa apresentar o futebol que a gente deseja. Fazer um trabalho de excelência esse ano e terminar na Série A novamente, que é o lugar que o Grêmio deveria estar — complementou.

Já deixaram o plantel: Rafinha, Ruan, Vanderson, Alisson, Jean Pyerre, Borja, Cortez, Luiz Fernando, Isaque, Léo Pereira, Juninho Capixaba e, por último, Éverton Cardoso. O Tricolor segue bancando valores para alguns ou pelos vínculos ou nos acordos de rescisões realizados entre as partes.

Em paralelo, o clube também foi ao mercado e buscou reposições: Bruno Alves, Janderson, Nicolas, Benítez e Orejuela. Apesar de valores considerados mais baixos, todos os reforços ganham salários aproximados da elite do futebol nacional.

Estratégia


A direção tentará renegociar os pagamentos. Basicamente procurar os atletas e seus representantes e apresentar o adiamento de alguns vencimentos. Salários, pela legislação, não devem ser alterados, mas a ideia é tentar reorganizar o fluxo de pagamento dos direitos de imagem, que correspondem até 40% dos rendimentos.

Pedro Geromel, Kannemann, Thiago Santos, Lucas Silva e, principalmente, Douglas Costa devem ser questionados sobre essa possibilidade. O quinteto, atualmente, custa mais de R$ 3 milhões mensais. Eventuais liberações para outros clubes não estão descartadas.



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