Marco Favero / Agencia RBS

Algumas equipes do futebol brasileiro já encontram dificuldades em manter seus compromissos em função da crise financeira gerada pela pandemia de coronavírus. Em Minas Gerias, por exemplo, Atlético e Cruzeiro tiveram seus contratos com uma rede de consórcios suspenso por dois meses.

Com as competições interrompidas desde 15 de março, patrocinadores perderam exposição e, assim como os clubes, também somam prejuízos. No Grêmio, segundo o presidente Romildo Bolzan Junior, nenhum contrato foi paralisado ou teve pedido de renegociação por parte dos parceiros do clube.

O diretor de marketing do clube, Beto Carvalho, comemora o fato e agradece aos patrocinadores.

— Tudo normal. Todas as marcas mantendo a parceria, sendo muito parceiros até o momento. Inclusive, quero fazer um agradecimento à forma como eles estão conduzindo as coisas neste processo — disse, em tom de alívio e satisfação.

E este aspecto é bastante comemorado pelo Grêmio, já que como o próprio presidente Bolzan projetou há alguns dias “o cenário será muito feio” no futebol pós-pandemia, mesmo para o clube que desde 2016 apresenta um saldo positivo de R$ 122 milhões em seus resultados financeiros.

O Grêmio calcula que deixará de arrecadar até R$ 25 milhões no período em que o futebol ficar paralisado. A direção traçou um planejamento de renegociação com seus jogadores, fornecedores e credores que vai até o final do mês de junho.



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