Foto: Rodrigo Rodrigues / Grêmio

O presidente do Grêmio Romildo Bolzan Jr. foi questionado por um jornalista sobre o julgamento que o Inter foi envolvido nesta semana no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após a vitória sobre o Fluminense no Maracanã na noite desta quinta-feira. Embora tenha evitado analisar a decisão do Tribunal, ele disse ver uma falta de critérios nos julgamentos.

O dirigente ainda lembrou do caso de racismo que gerou a eliminação do Grêmio da Copa do Brasil em 2014. Para Romildo, o Tricolor foi excluído da competição por um caso menos grave do que o que envolveu o Inter.

“Eu posso dizer que se um julgamento foi regular, teve espaço ampla defesa para ser pratica, teve julgamento. Então o processo foi absolutamente normal dentro da justiça desportiva. O que Grêmio questiona é que por muito menos, por uma situação que não colaborou, que não interferiu, teve uma exclusão da Copa do Brasil”, citou Romildo.

Romildo Bolzan Jr. ainda disse torcer para que o Inter volte a primeira divisão do Brasileirão antes de fazer nova crítica aos critérios do STJD.

“O que mais torço como desportista é que o Inter venha para a primeira divisão. O que não quero para o Grêmio não quero para os outros clubes. Para mim seria normal a volta do Inter, mas tenho que dizer que não há julgamentos com base na jurisprudência formada, na legalidade formada, na legislação que se tem e algumas vezes se tem critérios diferentes para julgar fatos semelhantes”, completou.

Julgado por ter usado e-mails adulterados no processo sobre o zagueiro Victor Ramos, o Inter foi condenado no STJD a pagamento de multa de R$ 720 mil. Além disso, o ex-presidente, Vitorio Piffero foi condenado a multa de R$ 90 mil e suspensão por 555 dias das atividades desportivas.

Apesar da multa em dinheiro ser a mais alta aplicada pelo tribunal até então, a pena foi vista por muitos como leve já que o Inter corria risco de ser rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro.



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