Ano de reestruturação financeira é positivo para o Grêmio

Em ano de poucos investimentos, Tricolor conseguiu diminuir gastos e dívida, além de aumentar a receita

27 de dezembro de 2015 - Às 12:25
Foto: Omar Freitas

O ano de 2015 do Tricolor foi de corte de custos. Poucos investimentos em uma equipe que era desacreditada no início da temporada. Mas, a camisa pesa, e o Tricolor fez ótima campanha no Brasileirão.

Muitos jogadores da base foram utilizados na temporada, jogadores por empréstimo e um técnico que veio como aposta. Praticamente tudo deu certo.

Em entrevista à Globo, o presidente Romildo Bolzan falou sobre o ano do Grêmio financeiramente:

“O balanço é positivo”

“Achávamos que seria muito pior no início do ano. A política que fizemos é da austeridade, desmanchamos o plantel praticamente, saíram 14 jogadores. Remontar o time não era tão simples, mas tinha perspectiva de um bom desempenho. Chegamos na final do Gaúcho, fizemos até as quartas da Copa do Brasil, um bom Brasileiro, em 3º lugar, e o que tínhamos naquele momento era isso, um plantel que nos deu as condições. E montamos uma base extremamente importante para o próximo ano. Comissão está renovada, praticamente todo o plantel está ajustado, também. Trabalhamos nos reforços.”

Foto: Reprodução

O presidente também lembrou que o clube conseguiu diminuir as despesas fixas e aumentar a receita. Embora os números ainda sejam pequenos e não os ideais, é um começo:

Tivemos redução de aproximadamente 20% de toda a despesa fixa e aumento de 8% da receita. Não é nada exagerado, mas se fez o óbvio, o que se tinha que fazer. A folha caiu bastante, já temos um parâmetro para o ano que vem, de modo que não possa ultrapassar muito aquilo para chegar na equação correta. Melhorou seu desempenho contábil e seu desempenho de clube de seus controles. Mas temos um caminho longo a seguir, é um passivo longo, de 112 anos, e não tão rápido assim.

Outro ponto, foi ter conseguido diminuir a dívida do clube:

Nosso déficit baixou bastante, O Grêmio tem aproximadamente um déficit de R$ 2,5 milhões por mês, agora estamos em uma situação quase de equilíbrio, às vezes um pouco mais, um pouco menos. O que nos impacta bastante é exatamente o passivo atrasado. O que já tinha de antes. Somente esse ano repactuamos R$ 54 milhões. Dívidas que estavam vencendo e repactuamos e consolidamos num prazo longo. Para 90 meses, 64 meses, 16 meses. Deu previsibilidade para as suas dívidas de curto prazo. Tudo lançado contabilmente.

Por fim, a folha salarial diminuiu cerca de 90% do início até o final do ano:

A redução daquilo que foi no início do ano chega a 40%, bastante significativa. Tínhamos uma folha acima de 9 milhões no início do ano e acabamos com uma em 5,2 milhões. Então, na verdade, seria praticamente 90% de redução.






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