Foto: Lucas Uebel/Grêmio

A importância do Gre-Nal não era segredo. O Grêmio tratava como linha de corte para iniciar uma reação que cada vez mais fica apenas no discurso. A derrota por 1 a 0 para o Inter na noite de sábado foi a quarta consecutiva do Tricolor no Brasileirão, a pior sequência na competição e na temporada.

O Tricolor segue na vice-lanterna com 26 pontos. O objetivo de sair da zona de rebaixamento começa a evaporar à medida que as rodadas passam. A confiança de uma melhora se distancia da Arena e aproxima o time da Série B em 2022.

A derrota no Beira-Rio foi a quarta consecutiva do Grêmio no Brasileirão. É a pior sequência na competição e também em todo o ano, com qualquer um dos treinadores. O time já ficou mais tempo sem vencer, mas nunca com esta série de reveses.

Neste momento, tem que tentar encontrar o time que responde com vitórias. Também vi evolução em muitas coisas, mas a evolução que precisamos são as vitórias. O Grêmio tem que voltar a vencer.— Vagner Mancini, técnico do Grêmio

Vagner Mancini começou o jogo com três volantes no time, mas o Tricolor esteve exposto aos contra-ataques em velocidade desde o início. Os primeiros 10 minutos foram instáveis até o time conseguir se encontrar em campo.

Douglas Costa passou a levar perigo pela esquerda e ganhou jogadas em sequência sobre Saravia. Ferreira também teve vantagem sobre o argentino. Mas sem que Borja ou qualquer outro tivesse aquele momento de finalizar para abrir o placar.

No geral, o Grêmio esteve pior que o rival na maior parte dos 90 minutos. Congelou aquela melhora destacada por comissão técnica e diretoria apesar dos resultados ruins. Especialmente no primeiro tempo, mostrou-se abatido, sem manter a vibração do jogo com o Galo, por exemplo.

O gol colorado saiu na reta final do primeiro tempo. Edenílson teve liberdade para receber e cruzar na área sem ser acompanhado por Douglas Costa ou pressionado por Lucas Silva. Taison entrou às costas de Rafinha, que se perdeu na marcação.

Mancini deveria ter desfeito o trio de volantes no intervalo, mas voltou com a mesma escalação. Depois resolveu tirar Villasanti e deixou Thiago Santos e Lucas Silva em campo, o que já havia feito no Mineirão, para colocar Campaz. Diego Souza também entrou e, mesmo com menos mobilidade, melhorou o setor.

O Grêmio passou a estar mais presente no campo ofensivo. Criou algumas chances, ainda que com dificuldade. Ferreira não aproveitou cruzamento de Douglas Costa, Vanderson parou em Marcelo Lomba dentro da área e Diego Souza cabeceou para defesa do goleiro.

O volante Lucas Silva também levou perigo, mas com um arremate de longe. Tudo isso também só foi possível porque o Inter recuou e deu terreno para o Grêmio avançar. A estratégia era sair em velocidade, o grande trunfo do time de Aguirre.

Jogadores do Grêmio e o abatimento após sofrer o gol no Gre-Nal — Foto: Eduardo Moura

Jogadores do Grêmio e o abatimento após sofrer o gol no Gre-Nal — Foto: Eduardo Moura

As vitórias são cada vez mais necessárias para o Tricolor buscar a permanência na Série A. Mas esse cenário parece muito improvável se cruzados o rendimento em campo e os resultados buscados. Nos últimos 10 jogos, são apenas quatro pontos conquistados. Muito pouco para quem precisa sobreviver.

O Grêmio volta a treinar neste domingo, no CT Luiz Carvalho. O próximo jogo será na terça, contra o Fluminense, na Arena, com portões fechados. Gabriel Chapecó, Villasanti, Borja, Thiago Santos e Cortez são desfalques.



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