Empenho, eficiência, confiança e a estratégia bem executada são os pilares do Grêmio para a temporada 2022. A resposta muito bem dada com o 3 a 0 no Gre-Nal no sábado, no primeiro jogo da semifinal do Gauchão, com direito a “olé” em pleno Beira-Rio, se torna o exemplo a ser seguido. A vitória foi a segunda maior da história dos clássicos no Beira-Rio.

O Tricolor agora pode perder por dois gols de vantagem na Arena que ainda assim estará na final do Gauchão – diferença por três gols para o Inter leva o jogo para decisão por pênaltis. A partida ocorre às 22h15 da próxima quarta.

Roger acertou a mão e admitiu que este é o caminho. A estratégia foi muita clara: time compactado, com Villasanti responsável por não deixar o Inter circular pelo. Bitello foi outro destaque no setor – seis desarmes realizados, de longe o maior número da equipe.

Há mais elementos a ser observados, mas como falei para o (Diego) Cerri (diretor executivo), acho que encontramos o caminho.
— Roger Machado

Com Elias pela esquerda e Campaz pela direita, o treinador postou o time pronto para contra-atacar. O primeiro, logo aos 10 minutos, abriu o placar justamente ao aproveitar um lançamento nas costas da defesa. Sete jogadores do Grêmio fechavam a entrada da área quando Taison foi interceptado por Nicolas, que fez o passe em profundidade ao atacante.

A eficiência apareceu exatamente neste ponto. Na primeira escapada que o Tricolor teve para executar o que pensou, abriu o placar. E isso tem um impacto em todos os 80 minutos restantes.

Estratégia seguida à risca

A nova escalação também foi determinante para o bom desempenho. Villasanti centralizado tem rendido melhor e está consolidado – será desfalque no jogo de volta, já que se apresenta para a seleção paraguaia.

Lucas Silva e Bitello complementaram bem o meio de campo. Na ponta esquerda, ainda que na ausência de Ferreira, Elias foi outro acerto.

Grêmio se defendeu com muitos jogadores no Gre-Nal — Foto: Eduardo Moura

O segundo gol gremista saiu em outro erro colorado. Nicolas forçou passe no meio, mas Cuesta afastou mal. Bitello dominou e chutou de longe. Contou com falha de Daniel e converteu. Naquele momento, o time conseguia “esfriar” a bola e trocar mais passes.

A vantagem no placar deu no segundo tempo toda a vantagem para o Grêmio usufruir dos espaços nos contra-ataques. Ainda mais depois da expulsão de Paulo Victor. Assim, por exemplo, saiu o pênalti em cima de Elias, convertido por Diego Souza.

Elias, Campaz, Churín e Rildo perderam outras oportunidades para ampliar. A torcida terminou o Gre-Nal com direito a gritos de “olé” em pleno Beira-Rio. Após o apito final, cantou o “minuto de silêncio” para um estádio já quase vazio.

Nem sempre será assim, especialmente em uma Série B na qual o Tricolor será muito mais pedra do que vidraça. O Inter tentou, com Wesley e David por dentro, aumentar o volume na entrada da área gremista, mas só potencializou o que Roger havia previsto.

Diego Souza e Rodrigues celebram vitória no Gre-Nal — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Diego Souza e Rodrigues celebram vitória no Gre-Nal — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Ficou muito claro que o Grêmio do Gre-Nal precisa ser o titular, com uma ou outra alteração a depender de saídas forçadas, como a ida de Villasanti para a seleção paraguaia.

A confiança ganha com o resultado dá um novo ponto de partida para a temporada gremista, menos de um mês antes do pontapé inicial da Série B. Abre uma perspectiva de pensar em título gaúcho, o quinto consecutivo, e ganhar corpo para o objetivo principal do ano.



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