Foto: Lucas Uebel/Grêmio

O Grêmio já não caminha, não corre… O Grêmio marcha ritmadamente na direção da Série B do Campeonato Brasileiro. A derrota para o América-MG por 3 a 1, a 18ª na competição, foi a quinta nos últimos sete jogos e interrompe um breve suspiro na rodada anterior. O Tricolor se despedaçou nos seus próprios erros e ainda foi prejudicado por erros de terceiros.

O resultado manteve o Tricolor na 19ª colocação, com 29 pontos. O clube igualou o número de derrotas da Chapecoense, já rebaixada, o que dá o tom dos prováveis próximos capítulos reservados ao clube.

A arbitragem errou tanto quanto o Grêmio em campo e isso, claro, influenciou no andamento da partida. Um pênalti não assinalado pelo árbitro Flávio Rodrigues de Souza em cima de Elias, quando o jogo estava 1 a 0, poderia realmente dar rumo diferente ao jogo. Mas não foi marcado.

E sete minutos depois o time viu o América-MG ampliar em pênalti convertido por Ademir. Um lance que Cortez poderia tentar administrar, mas cometeu a falta dentro da área como se estivesse no meio-campo.

Antes, logo aos três minutos, o Grêmio já havia sofrido o gol. Algo inacreditável na atual situação do time, que precisa de atenção máxima para se manter na Série A. Felipe Azevedo apareceu nas costas da lateral direita. Elias fazia a cobertura por ali, já que Vanderson fora atraído por Marlonpor dentro. E o jovem atacante deu liberdade para o rival.

A bola mal havia rolado no segundo tempo quando o Grêmio levou o terceiro gol, um balde quase congelado em qualquer possibilidade de reação na partida. Ou seja, o Tricolor levou nos primeiros minutos da etapa inicial e final e também nos últimos momentos do primeiro tempo.

Erros que custam muito caro e que não são nenhuma novidade, na verdade. “Gols idiotas”, como classificou o vice de futebol Denis Abrahão. A briga do Grêmio exige um time quase perfeito em campo ou, ao menos, capaz de superar os próprios erros. Algo longe da realidade do time agora e desde o início do Brasileirão.

– Tomar o 1 a 0 no começo, 2 a 0 no último minuto e 3 a 0 no comecinho do segundo tempo acabou de certa forma influenciando. Você acaba jogando com o seu emocional desequilibrado porque toma o segundo gol após uma confusão dentro de campo, se foi pênalti ou não foi, retorna ao segundo tempo e toma o terceiro gol. Aí tem que fazer muito mais força porque o placar já ficou dilatado. Isso acabou influenciando no desempenho – justificou Vagner Mancini.

A questão emocional sempre é um dos assuntos comentados após cada novo fracasso do time. Uma situação até natural, já que um grande clube se encaminha para seu terceiro rebaixamento. Era preciso encontrar uma tranquilidade para sair daquele espiral que toda equipe grande entra quando luta para não cair, e o Grêmio até agora não conseguiu.

A marcha à Série B continua firme e forte. São necessários, nas contas do Grêmio, 15 pontos em 21 a ser disputados para evitar a queda. Um aproveitamento surreal para este time que não consegue ficar em pé.

Com Mancini, são duas vitórias e cinco derrotas. Impossível acreditar em uma reação a partir destes dados, embora a torcida tenha todo o direito de se manter fiel e apaixonada. A razão mostra outro caminho.

Com a derrota, o Grêmio se mantém com 29 pontos no Brasileirão e é o penúltimo colocado. O próximo duelo é na terça-feira, contra o Bragantino, na Arena.

O Bahia só joga a partida desta rodada no dia 2 de dezembro, contra o Alético-MG. Então, na prática, a diferença ainda será de sete pontos para fora do Z-4. Juventude e Sport encaram Chapecoense e Ceará, respectivamente, na noite deste domingo.



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