O torcedor tricolor esteve na Arena para se reencontrar com Lucas Leiva. Houve comoção pelo retorno do volante. Porém, foram Villasanti e Diego Souza quem garantiram o sorriso dos 43.687 presentes na Arena. A dupla liderou o time na vitória do Grêmio por 2 a 1 sobre a Ponte Preta na tarde de sábado. O resultado pavimentou ainda mais o caminho para retornar à elite, embora com mais sofrimento do que o esperado.

Roger Machado, que foi vaiado no anúncio da escalação por deixar Lucas no banco, ganha alternativas para a sequência da competição. Guilherme, que também (re)estreou, ofereceu velocidade para ser opção nos contra-ataques. E há ainda Thaciano, que não está à disposição até o início de agosto pelo esquema vacinal para Covid-19.

Grêmio está em segundo lugar na Série B com 36 pontos, nove atrás do líder Cruzeiro e sete do Londrina, quinto e primeiro fora do G-4, embora o Tombense, sétimo com 28, entre em campo na segunda para enfrentar o Operário-PR no Germano Krüger, em Ponta Grossa.

Grêmio vence a Ponte Preta na Arena — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio vence a Ponte Preta na Arena — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Desde o início da tarde, existia um clima de empolgação na Arena. Além da campanha e longa invencibilidade – são 15 jogos, a contar a goleada por 5 a 0 sobre o Glória pela Recopa Gaúcha -, os torcedores queriam ver novamente Lucas com a camisa do clube.

O treinador, no entanto, optou na manutenção da base. Promoveu apenas a entrada de Nicolas no lugar de Diogo Barbosa em relação ao time que empatou com o Brusque. A opção se fez acertada. O Grêmio tomou as rédeas da partida, ainda que a Macaca ficasse com maior posse de bola. E, em nove minutos, abriu o placar.

Após troca de passes, Villasanti recebeu de Campaz na intermediária. O paraguaio observou o posicionamento de Diego Souza e lançou para o goleador, que dominou no peito e aplicou uma bicicleta para o fundo das redes.

O estádio vibrou, mas a arbitragem marcou impedimento. Equivocadamente. O VAR revisou o lance e corrigiu, para o descontrole dos tricolores, que gritaram o nome do camisa 29, escondido pelos companheiros na festa.

O Tricolor não diminuiu o ritmo. O time seguiu no campo de ataque e buscava furar o bloqueio da Ponte. Aos 24, os gaúchos ampliaram. Novamente, Villasanti mostrou a qualidade do passe. Desta vez, encontrou Ferreira, que entrou na área e chutou, mas acertou a trave. O rebote sobrou para Campaz, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.

Sem Geromel, mas com Lucas

Quando estava sem a bola, o Grêmio pouco era incomodado. Geromel, como de costume, limpava o que aparecia em frente à área e facilitava o trabalho de Gabriel Grando. Após o intervalo, o capitão não voltou. Acabou preservado por um desgaste, o que obrigou Roger a colocar Rodrigues como o parceiro de Bruno Alves. O segundo tempo foi de um sofrimento demasiado e inesperado se comparado aos últimos jogos, vitórias mais tranquilas sobre Tombense e Náutico.

O Grêmio já não tinha mais o domínio do duelo e a bola rondava a área. Aos 12, a Arena vibrou como se a equipe tivesse marcado o terceiro. Guilherme foi chamado, mas a razão era, clara. Lucas corria ao lado e, enfim, voltaria a defender o Tricolor. A dupla entrou nas vagas de Biel e Campaz, respectivamente.

Lucas Leiva em reestreia pelo Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Lucas Leiva em reestreia pelo Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Antes da dupla entrar, no entanto, a Ponte descontou. Após escanteio da direita, Wallison subiu às costas de Diego Souza e mandou para o fundo das redes.

Lucas teve a chance de marcar aos 19, ao completar de cabeça o escanteio, mas errou o alvo e mandou para fora. O Grêmio não mais atacou. A Ponte, sim. Os visitantes mostravam volume e envolviam a defesa.

Nove minutos depois, Lucas recuou uma bola para Rodrigues, que caiu e foi driblado por Fessin. O atacante avançou e parecia que deixaria tudo igual. Villasanti, no entanto, não permitiu que o rival estragasse a festa e travou na hora do chute. A Ponte seguiu em cima e Da Silva teve uma oportunidade de empatar, mas Grando brilhou e garantiu a vitória tricolor.

Apesar de cair a produção, o Tricolor caminha a passos largos para estar na Série A em 2023. De quebra, ainda alcançou a maior invencibilidade da história da Série B, com 14 jogos sem conhecer uma derrota.



Veja também