Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Segunda vitória consecutiva e pulo para o G-4. O Grêmio mostrou ter abraçado o “estilo Série B” e bateu o Operário por 1 a 0 no Germano Kruger, na noite de quarta-feira. O resultado veio na batida de uma equipe que foi pragmática e priorizou o que era necessário para a quarta rodada.

Com as vitórias de Cruzeiro, Brusque, Sport e Chapecoense, o resultado positivo era tido como fundamental para o Tricolor seguir no topo. O triunfo no interior do Paraná deu a possibilidade de encerrar a rodada dentro do G-4 por conta do saldo de gols superior à Raposa.

O Grêmio cria um momento bom na Série B sustentado na solidez defensiva e velocidade pelos lados. Assim foram os melhores momentos das últimas duas vitórias, sobre o Fantasma e o Guarani, na Arena, na rodada anterior.

O jogo parte de todo um movimento que fazemos, que foi equilibrar defensivamente. Parte de ter boa segurança com laterais e na frente da defesa. Digo que marcando bem, vai atacar melhor. Manter o zero no placar vai estar sempre perto da vitória. É um risco que por vezes calculando pode não recuperar o placar vazado – apontou Roger.

(O Grêmio) Jogou o jogo que tinha que fazer. Fomos eficientes, criamos o suficiente para vencer. Uma vitória consistente que nos coloca acima na tabela. Que no sábado a gente tenha condição de confirmar.
— Roger Machado

A vitória em Ponta Grossa, por sinal, quebrou uma invencibilidade de 14 partidas do Operário em casa, que se estendia desde outubro de 2021. Foram poucas chances criadas pelo Grêmio. A rigor, três, até abrir o placar.

Rodrigo Ferreira parou em Vanderlei após lançamento e escorada de Diego Souza; o próprio centroavante ficou de frente para o goleiro, tentou o drible e caiu no lance que foi marcado pênalti e depois anulado após checagem no vídeo; e o gol de Elias em escapada de Gabriel Teixeira pela esquerda.

O “estilo Série B” sai a partir daí. Nenhuma relação com gramado, em ótimo estado, ou outras dificuldades. É simplesmente o fato de priorizar um jogo “mais simples”, às vezes direto, de ocupação de espaço, marcação e saída rápida.

Com a vantagem no placar, o Grêmio fez o que melhor tem feito com Roger: aproveitar os espaços. Bitello, Elias e Janderson poderiam ampliar em contra-ataques, embora não fossem lances tão claros. Aí, sim, faltou transformar as possibilidades em mais tranquilidade no placar.

Ainda assim, a eficiência acabou por nortear o jogo do Grêmio. O que faltou na estreia contra a Ponte Preta apareceu no Paraná. O Tricolor não entregará jogo “plástico”, bonito. Ao menos neste primeiro momento, vai competir para estar nas primeiras posições. Ao fazer isso, tem qualidade para superar parte dos adversários.

O pulo para o G-4 mostra que a estratégia tem dado certo. A intenção é se consolidar no grupo e na briga nas próximas rodadas. O elenco retorna a Porto Alegre nesta quinta-feira e volta a treinar na manhã de sexta, único trabalho antes do duelo com o CRB. A partida está marcada para as 16h30 de sábado, na Arena.



Veja também