Foto: Lucas Uebel

Sozinho com o gol vazio, Breno consegue o mais difícil e erra o alvo aos 34 minutos do segundo tempo. Era a chance do Juventude empatar com o Grêmio na Arena na primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil. O Tricolor venceu por 1 a 0 e garantiu a (pequena) vantagem para o jogo da volta. Mas é preciso analisar a atuação além do placar.

Em entrevista coletiva após o duelo, Renato Portaluppi justificou a queda de rendimento, principalmente no segundo tempo, pelos desfalques e problemas físicos no elenco. Além disso, fez questão de frisar que seu time foi o único mandante a somar três pontos nos confrontos da Copa do Brasil.

Porém, não há razão para se equiparar pela incompetência de terceiros. Especialmente porque houve preservação dos titulares no Brasileirão, no fim de semana passado, justamente para o jogo desta quinta.

Ausências, de fato, foram Alisson e Maicon. O primeiro não atua desde o empate em 0 a 0 contra o São Paulo, com uma lesão no tornozelo esquerdo. O volante faz um trabalho de recondicionamento físico.

Renato admitiu quea no segundo tempo — Foto: Eduardo Moura / ge

Renato admitiu quea no segundo tempo — Foto: Eduardo Moura / ge

Luiz Fernando e Robinho já atuaram por Botafogo e Cruzeiro na Copa do Brasil, o que os impede de entrar em campo por outra equipe nesta edição. Por outro lado, Matheus Henrique surgiu como surpresa, recuperado da Covid-19. Até mesmo Jean Pyerre ganhou minutos no segundo tempo.

— A vantagem, pelos problemas que vivemos, foi boa. Só hoje (quinta) tivemos Matheus, que só treinou ontem (quarta). Ficou muito tempo com Covid, estava com 50% das condições. Maicon fora, Jean voltando depois de muito tempo, longe da melhor forma — justificou o técnico.

Início promissor, gol e queda

O começo foi promissor, com o gol de Isaque coroando uma clara repetição de ataques baseados não mais na cadência, mas na velocidade com Pepê e Ferreira.

O Grêmio avançou a marcação, manteve em vários momentos seis jogadores no campo ofensivo e contra-atacou rápido pelos lados.

Isaque tem sido improvisado como meia, mas é quase um segundo atacante. Apesar da movimentação, lhe falta o cacoete de deixar os companheiros na cara do gol. Pepê e Ferreira circularam pouco pelo meio.

Espaço não usado pelo Grêmio no meio-campo  — Foto: Eduardo Moura

Espaço não usado pelo Grêmio no meio-campo — Foto: Eduardo Moura

Este desenho tático abriu um clarão entre os volantes e zagueiros do Juventude. Com o time espaçado, ninguém do Grêmio preencheu o buraco. E Diego Souza mais brigou com os defensores do que teve chances para finalizar.

Quando entrou em campo, aos 25 minutos do segundo tempo, Jean Pyerre melhorou o cenário. Mas isso é um movimento coletivo e não responsabilidade de um só atleta.

Depois de um primeiro tempo mais aberto, o jogo despencou para algo linear. Apesar de início de um mata-mata, o Grêmio cozinhou em fogo baixo uma vitória, como se o 1 a 0 fosse satisfatório. E só não virou um empate por conta do erro de Breno no fim da partida.O primeiro tempo foi bastante pegado, os dois lados tiveram oportunidades. O segundo tempo caiu bastante.— Renato Portaluppi

— O que valeu foi o resultado. Num mata-mata, num jogo de 180 minutos, é uma vantagem importante. Foi um jogo muito difícil, iniciamos muito bem, fizemos o gol. Depois, houve de certa forma um crescimento do Juventude — acrescentou o vice de futebol Paulo Luz.

Enquanto busca a melhora no rendimento, o Grêmio curte as vitórias em sequência. O elenco se reapresenta nesta sexta-feira e volta a jogar na segunda, às 20h, contra o RB Bragantino, pela última rodada do primeiro turno do Brasileirão.



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