Um ponto em quatro jogos — outros dois foram adiados. O Grêmio esteve duas vezes à frente do placar, mas cedeu o 2 a 2 para o Santos dentro da Arena. Segue na lanterna e, por isso, Tiago nunes precisa dar prioridade a voltar a vencer o mais rápido possível. E não se apegar apenas ao bom rendimento, como fez nesta quinta-feira.

Após a partida, o treinador defendeu a atuação que significou o primeiro ponto conquistado pelo Grêmio no Brasileirão. Viu evolução no time e elogiou o rendimento.

No mesmo caminho foi o vice de futebol Marcos Herrmann. A ideia é pavimentar as vitórias com atuações convincentes. Mas ao mesmo tempo em que achou um time para repetir, o treinador tem que fugir dos resultados negativos que persistem em ocorrer.

Grêmio em empate na Arena — Foto: Eduardo Moura

Grêmio em empate na Arena — Foto: Eduardo Moura

— Temos que tentar jogar bem. Lógico que o resultado é essencial, o Grêmio não pode estar na zona de rebaixamento. Mas temos que valorizar que estamos evoluindo, melhorando. Se tivermos essa performance com mais aproveitamento, a tendência e ganhar. Temos grupo competitivo, jogadores de qualidade, que trabalha muito. Com o passar de jogos, vamos vencer e além de jogar bem, buscar resultados que são importantes para a instituição — comentou Tiago Nunes.Perdemos um mês, voltamos a uma estaca anterior. Não alcançamos o resultado que queríamos, mas fizemos futebol de boa qualidade. Vai engatar, vai encaixar. Acho que encaixou. Aí vamos alcançar os resultados que queremos. Mas tem que se repetir domingo, na outra quarta. Temos que sentir isso de forma consistente.— Marcos Herrmann, vice de futebol

O pensamento é claro: ao jogar bem, se está mais perto de vencer. Louvável, é um plano a ser seguido. Mas voltar a ganhar precisa ser a prioridade mais urgente. Não só pela posição na tabela, mas justamente pelo estágio do trabalho do treinador e a confiança gerada a partir daí.

Os três pontos significam um ambiente externo mais domado. Se tivesse sustentado um pouco mais o jogo, mesmo ainda com uma reconstrução de time, o Grêmio sairia com a vitória. Cedeu a uma pressão do Santos no segundo tempo e acabou sem forças para buscar um novo gol.

Aqui entra um fato importante. O primeiro gol sofrido saiu de uma falha individual. Matheus Henrique tentou conduzir a bola e foi desarmado na intermediária defensiva. Camacho avançou e serviu Marcos Guilherme para o empate.

O Grêmio começou a partida de maneira competitiva e agressiva especialmente na retomada de bola. Presente no campo ofensivo, mordeu e desde o início já levou perigo. Victor Bobsin, o sexto nome tentado por Tiago Nunes no meio-campo, é o caminho a ser seguido e repetido. Léo Pereira entrou na ponta direita e também melhorou o setor.Os jogadores que entraram encaixaram nossa equipe. É dar tranquilidade à equipe. O resultado vai vir. Vamos atravessar esse momento e voltar à rotina de bons resultados.— Tiago Nunes

Com mobilidade, técnica e capacidade de marcação, preencheu o setor. Houve, de fato, uma evolução no Grêmio. Isso foi nítido e não há dúvida. Não houve brilhantismo na atuação, mas foi um jogo de melhor qualidade em relação aos últimos. Um norte. O ponto é que de nada adianta quando está colada à lanterna do Brasileirão. Por isso a necessidade de vencer logo.

O meio, aliás, mostrou Bobsin e Matheus Henrique com capacidade para pisar na área rival. O primeiro deu assistência para o gol de Diego Souza ao aparar cruzamento de Rafinha. No lance, o Tricolor chegou com cinco atletas na área: Bobsin, Diego, Ferreira, Léo Pereira e o lateral.

Bobsin fez o segundo ao escorar passe do centroavante. Essa jogada começou com uma pressão de Ferreira no campo de ataque bem aproveitada. Os dois meio-campistas ajudaram na frente, portanto. No gol de Marinho, a novidade na escalação deveria ter apertado a marcação, mas ainda assim o saldo foi positivo.

Victor Bobsin em empate do Grêmio — Foto: Eduardo Moura

Victor Bobsin em empate do Grêmio — Foto: Eduardo Moura

Os números também corroboraram a análise do Grêmio. Foram 18 finalizações contra cinco dos rivais, além de 35 desarmes contra 22 do Peixe. Teve menos a bola, trocou menos passes — 413 a 496 —, mas conseguiu criar mais. Só que o resultado prático foi igual: dois gols para cada lado.

Por isso o Tricolor precisa é estar cada vez mais conectado, neste momento, com o resultado. Precisa vencer e deixar para trás essa instabilidade. Jogando bem ou mal.

O elenco volta a treinar nesta sexta-feira no CT Luiz Carvalho. No domingo, encara o Fortaleza, na Arena outra vez.



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