O momento é de incerteza e pouco conclusivo em relação ao futuro próximo. Com uma política de austeridade financeira adotada desde que iniciou a gestão de Romildo Bolzan Júnior, o Grêmio tem tomado medidas justamente para que todo o trabalho e o consequente resultado alcançado nos últimos anos não sofra um golpe tão duro por conta da epidemia de coronavírus que assola o Brasil e o mundo.

“O clube ajustou situações para os próximos três, quatro meses que nos dará uma certa garantia para não pararmos, mas também para funcionarmos adequadamente”, destaca o presidente Romildo Bolzan, que ontem publicou um vídeo em um canal oficial do clube. Ele se refere, principalmente, à readequação financeira do elenco profissional.

Na negociação, além do corte nos salários enquanto o futebol não retomar à normalidade, ficou acertado que o direito de imagem nesse período será pago no início de 2021. “O Grêmio organizou uma série de situações funcionais que são relevantes junto com os jogadores, a comissão técnica e com todos aqueles que prestam serviços na essência do clube”, acrescentou.

Nos próximos dias, será possível avaliar o tamanho da queda de arrecadação no quadro social. O Tricolor poderá medir a quantidade de associados que deixaram de pagar suas mensalidades. Essa verba é de vital importância no cumprimento das obrigações com o futebol profissional. “Fizemos readequações dos nossos contratos, organizamos nossos fluxos, cronogramas, alongamos perfis de pagamentos, renegociamos com nossos credores e fornecedores”, completa o presidente gremista.

Desde quarta-feira, os jogadores estão em férias. A previsão inicial é de volta aos treinos no próximo dia 20, mas tudo dependerá do aumento da epidemia. Desta forma, o descanso dos atletas também será prorrogado por, pelo menos, mais dez dias. Os funcionários do clube também estão em férias. “O Grêmio está parado. Só estão funcionando os serviços vitais”, completa Bolzan Jr., também recuperado do vírus.



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