A atual sequência sem vencer no Campeonato Brasileiro incomoda. Os cinco empates e uma derrota criaram um ambiente de certa pressão externa para o Grêmio para o duelo com o Bahia, nesta quinta, no Pituaçu. Mas o presidente Romildo Bolzan Júnior deixou os gabinetes da Arena e se juntou ao elenco para “sofrer” junto e fazer um trabalho de bastidores.

Nem sempre o dirigente consegue estar presente nas viagens. Em um período completo, então, com dois jogos longe de Porto Alegre, nem se fala. Mas Romildo esteve na delegação desde a ida para Goiânia.

Justamente para mostrar seu apoio no momento de dificuldade — a rodada empurrou o Grêmio para a zona de rebaixamento, na 17ª colocação. Conforme ouviu o ge, para “estar presente” e reforçar sua convicção. Além disso, mantém contato diário com Renato.

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Em entrevista coletiva, o presidente gremista também rechaçou teorias de fim de ciclo no Grêmio. Renato Portaluppi está prestes a completar quatro anos no comando do clube gaúcho e ganhou apoio do dirigente. A presença foi justamente para reforçar a convicção no trabalho mantido, apesar dos seis jogos sem vencer no Brasileiro.

— A conversa com o treinador é permanente. O Renato compartilha situações. Vamos dizer assim socializa os problemas dele e angústias conosco. Se pudermos contribuir, estamos no nosso papel. Estamos confiantes que temos um grupo pra vencer. Vamos vencer logo na frente — destacou o dirigente.

“Temos debate leal, tão franco, organizado, que nosso papel é muito mais dar segurança emocional do que deixar se contaminar por questões internas e externas”

Mandar, também, um recado às cornetas internas e eventual “fogo-amigo”. Junto ao grupo, Romildo passa a mensagem de acreditar no que tem sido feito nos últimos anos e nas qualidades da equipe, apesar do momento ruim admitido.

O diagnóstico é o de necessidade de vitória pra aliviar o ambiente. Mas jamais sem perder cabeça e se deixar levar pelas emoções do momento. Uma mudança não está nos planos e só ocorrerá no futuro se tomada em comum acordo.

— Só se assusta no futebol quem não consegue manter a racionaildiade. Esse não é o papel do dirigente, de avaliar grande crise técnica. Já passamos por coisas piores, muito piores. O que importa aqui é darmos o devido equilíbrio emocional pra voltar a vencer. É nesse sentido que trabalhamos — completou.

A medida não é novidade. O presidente já tomou atitudes semelhantes em outros momentos. Por exemplo, em maio de 2017, quando se fez presente para criar um ambiente de mobilização às competições que iniciavam. Na ocasião, o Grêmio havia sido eliminado do Gauchão e perdido pela Libertadores. Mas havia ficado 10 dias treinando para o início do Brasileiro daquele ano.

Nos últimos dias, o Grêmio também tomou outra medida importante na gestão e definiu a rescisão do meia Thiago Neves. Apesar da aposta de Renato, a diretoria agiu para evitar um ambiente pior para o então camisa 10. E também evitar mais gastos com um jogador sem muita resposta em campo.

O Grêmio tem oito pontos ganhos no Brasileirão em sete rodadas – tem um jogo a menos em relação à maioria dos clubes. Nesta quinta, não contará com seis jogadores titulares no Pituaçu. Mas o reforço da confiança do presidente.



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