A política não é novidade, mas sempre se torna centro de debate. O Grêmio prioriza outras competições em meio ao Campeonato Brasileiro e fica longe da briga pelo título. A campanha até o momento na Série A é pior do que a de 2019 após 12 rodadas, quando o Tricolor sequer esteve perto da liderança.

A equipe perdeu por 3 a 1 para o Atlético-MG neste sábado e voltou a mostrar oscilações na temporada. Também reforçou a ideia de não brigar pela taça do Brasileirão. O aproveitamento atualmente é de 39,4%, com 13 pontos ganhos em 11 jogos – tem um compromisso atrasado contra o Goiás.

“Realmente, estamos abaixo da expectativa. Tínhamos uma intenção de estarmos bem melhor. Estamos preocupados, mas também com a convicção de que ali na frente vamos ter resultados positivos” (Paulo Luz, vice de futebol)

Diogo Barbosa começou mais uma vez como titular e pouco contribuiu — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Diogo Barbosa começou mais uma vez como titular e pouco contribuiu — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Em 2019, o Grêmio em 11 rodadas tinha quatro vitórias, três empates e quatro derrotas, na 11ª posição. Aproveitamento de 45%, só um pouco acima do atual. À época, a distância para o então líder Palmeiras era de 11 pontos, a mesma atualmente, só que para o Atlético-MG.

Uma campanha “de segurança”, mas sem grandes aspirações. Se no ano passado o Tricolor conseguiu reagir e estar no G-4 no final da competição, também é verdade que ficou fora da briga pela ponta.

A administração do elenco e das competições é uma marca do Grêmio desde setembro de 2016, quando Renato assumiu. Em outros anos, porém, com um sucesso muito maior. As arrancadas em 2018 e 2017 no Brasileirão foram superiores.

— Libertadores, Brasileiro e daqui a pouco a Copa do Brasil, não tem para onde correr. O Grêmio nunca vai deixar de lado o Brasileiro, mas é impossível colocar a mesma equipe em campo. Poderíamos ter vindo com todo mundo e perdido também. O Atlético vai brigar pelo Brasileiro, não tem nada de anormal perder para o líder — apontou Renato Portaluppi.

Novamente irregular

Contra o líder e descansado Atlético-MG, não foi possível ver o mesmo Grêmio do Gre-Nal da última quarta-feira. Apesar da repetição do meio-campo, o Tricolor não conseguiu marcar o Galo.

Os laterais Guilherme Arana e Guga passavam por dentro e confundiam a marcação dos pontas gremistas. O trio de volantes avançava para tentar pressionar, mas deixava espaços muito bem ocupados às costas.

Ao sair jogando, o Grêmio também se via sufocado. Os jogadores atleticanos sempre estavam perto e prontos para o bote. Os gaúchos, acuados, tinham dificuldade para encontrar opções de passe, especialmente no primeiro tempo.

Renato voltou a falar da disputa de competições simultâneas após derrota — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Renato voltou a falar da disputa de competições simultâneas após derrota — Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

No fim das contas, a derrota por 3 a 1 no Mineirão foi considerada “normal”, diante da série de desfalques e do adversário ser um dos postulantes ao título. Mas o Tricolor voltou a mostrar dificuldades com os reservas.

A distância para a ponta atualmente repete 2019. Assim, ao comparar cenários, é possível dizer que o Grêmio ainda pode acabar entre os primeiros colocados do Brasileiro. Mas vai precisar de um foco hoje posto em outra competição, que já tem compromisso agendado para terça-feira.

O Grêmio retornou a Porto Alegre ainda na madrugada deste domingo e treina à tarde no CT Luiz Carvalho. Em dois dias, recebe a Universidad Católica, na Arena, às 19h15, pela penúltima rodada do Grupo E da Libertadores. Uma vitória pode assegurar a vaga nas oitavas de final.



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