Entre esta quinta e a próxima quarta-feira, o Grêmio tem três decisões. Três jogos em que não pode perder se quiser seguir vivo no Gauchão e na Libertadores. Três embates dos quais não basta sair invicto. É preciso ser impiedoso.

O primeiro adversário é a Universidad Católica, na quinta-feira, às 19h, no Chile. Além da primeira vitória na competição, o Tricolor procura sair da lanterna do grupo H. Se isto acontecer, ultrapassa o adversário na tabela e assume a vice-liderança provisória – Libertad e Rosário Central se enfrentam às 21h do mesmo dia.

Um eventual empate ou derrota não causam eliminação sumária, mas deixam a equipe gremista em condição delicada.

– Libertadores é uma competição totalmente diferente. O nível técnico é muito maior. Tomamos gols por erros nossos, que já procuramos corrigir. Com certeza faremos um grande jogo lá – projeta o lateral Leonardo, que foi poupado da semifinal do Gauchão e deve começar jogando em Santiago.

Os panoramas:

  • Vitória do Grêmio: pode assumir a vice-liderança do grupo, caso o Libertad não vença o Rosario Central. Desta forma, passa a depender só de si.
  • Empate: fica com dois pontos e, no melhor cenário, torce para que o Rosario não vença o Libertad. Se o time paraguaio vencer, dispara na liderança. O Grêmio dependeria de resultados paralelos.
  • Derrota do Grêmio: o pior cenário é uma vitória do Rosario diante do Libertad. Com um ponto restando três jogos, precisaria vencer todas as partidas e ainda dependeria de resultados paralelos.

Confirmar favoritismo no Gauchão

A segunda decisão acontece no domingo, na Arena. O Grêmio recebe o São Luiz pela segunda partida da semifinal. A única maneira de avançar no tempo normal é com vitória. Se empatar novamente em 0 a 0, vai aos pênaltis. Qualquer outro resultado de igualdade classifica o Rubro.

– Não deixa de ser uma vantagem para eles (São Luiz). Não levaram gol em casa, tem o gol qualificado. Mas não temos que levar esse peso. Temos que fazer o que a gente vem fazendo para nos impor dentro de casa. É um time acostumado a decidir. Viemos demonstrando o quão capazes somos. São momentos assim que se sobressai um grupo experiente – resume o goleiro Paulo Victor

Kannemann voltou ao Grêmio no empate com o São Luiz — Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

Kannemann voltou ao Grêmio no empate com o São Luiz — Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

O Rosario na semana que vem

A terceira decisão também é na Arena, só que pela Libertadores. O Tricolor faz o segundo confronto com o Rosario Central, às 21h30 da quarta-feira. É a segunda chance de vencer em casa, fator determinante para a classificação. A pressão pode aumentar o caráter decisivo do jogo e fazer as pernas pesarem.

– Quando o professor Renato fala que tem um grupo, serve para esses momentos. Estão todos sempre descansados, com ritmo. O rodízio é o fator principal e ajuda bastante nesses momentos de desgaste – afirma Leonardo.

O panorama dependerá dos jogos da terceira rodada. Porém, como o Grêmio perdeu a primeira em casa, derrotar o Rosario Central é essencial. Caso perca para o Universidad Católica, na quinta, vira determinante.

Grêmio e Rosario Central empataram na Argentina — Foto: Lucas Uebel/DVG/Grêmio

Grêmio e Rosario Central empataram na Argentina — Foto: Lucas Uebel/DVG/Grêmio

Se empatar ou vencer o time chileno, será importante somar mais três pontos para ganhar fôlego na tabela. Ainda mais se os argentinos vencerem no Paraguai, pois o duelo em Porto Alegre torna-se confronto direto.

Em 2019, o Grêmio tem 10 vitórias, cinco empates e uma derrota. Um aproveitamento de quase 73% dos pontos na temporada. Por outro lado, não vence desde a goleada por 6 a 0 sobre o Juventude, no Alfredo Jaconi. Nos dois jogos depois disso, apenas empatou sem gols. Um resultado impensável para qualquer uma das próximas três partidas.


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