Por Giovani Mattiollo
- Às 06:35
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Foto destaque: Lucas Uebel / Grêmio

Com o início das férias, o departamento de futebol do Grêmio passa a analisar o grupo. É o momento de identificar as posições carentes e as quais já têm peças suficientes para suportar a temporada de 2019.

Everton assumiu o protagonismo, bem como Marcelo Grohe, Pedro Geromel e Kannemann. Porém, o Rei da América, Luan, sucumbiu, principalmente pela lesão no pé direito.

A direção, antes de Renato Gaúcho sair de férias, chegou a uma conclusão: o grupo precisa de cinco a seis reforços com qualidade para disputar a titularidade. Além disso, serão incorporados novos nomes das categorias de base. Veja abaixo o balanço gremista de 2018:

> Em alta

Os atletas que tiveram grande momento na temporada e encerraram o ano bem

Everton: O grande nome da temporada. Everton deixou de ser um coadjuvante e assumiu o protagonismo do time de Renato Gaúcho. Foi o artilheiro do Grêmio com 19 gols. O oportunismo, aliado aos dribles e arrancadas, mereceu as convocações de Tite para a Seleção.

Marcelo Grohe: Na Recopa, voltou a ser decisivo, ao defender a cobrança de Benítez, do Independiente. Apesar de não conseguir levar o time à decisão da Libertadores, manteve a regularidade. Acabou o ano com uma fratura na costela.

Everton acabou o ano como o artilheiro do Grêmio, com 19 gols — Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG

Everton acabou o ano como o artilheiro do Grêmio, com 19 gols — Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG

Geromel: O futebol do primeiro semestre rendeu a chance de integrar a Seleção na disputa da Copa do Mundo da Rússia, apesar de não ter entrado em campo. No retorno, chegou a oscilar, mas depois retomou as boas atuações.

Kannemann: Deixou de ser o fiel escudeiro de Geromel para ter o mesmo brilho do parceiro. A solidez atrás o colocou nas listas de Lionel Scaloni, técnico da Argentina, nos amistosos do segundo semestre.

Bruno Cortez: Se firmou do lado esquerdo. O apoio do lateral ganhou um qualificado cruzamento como uma das principais armas de Renato Gaúcho. Manteve o mesmo afinco defensivamente.

Alisson: Virou uma espécie de 12º titular de Renato. Esteve em campo em 50 partidas, com oito gols. As arrancadas também o fizeram crescer no conceito com o chefe.

Alisson começou como titular no último jogo do ano — Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Alisson começou como titular no último jogo do ano — Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Maicon: O primeiro semestre mereceu a lembrança na lista dos suplentes de Tite. No segundo semestre, oscilou. Muito pelas incursões recorrentes ao departamento médico.

Paulo Victor: Aproveitou o espaço deixado por Marcelo Grohe após a lesão do titular e não decepcionou. Manteve o nível do camisa 1 na reta final do Brasileirão.

Jean Pyerre: Cresceu no segundo semestre. Com boa visão de jogo, ganha espaço para ser um novo armador, primeira opção às ausências de Luan.

> Regulares

Aqueles que oscilaram entre grandes momentos e fases de baixa, mas ficaram acima da média

Paulo Miranda: Até fez boas apresentações, com destaque para o segundo jogo da semifinal da Libertadores, contra o River Plate, mas as lesões deixaram uma incógnita sobre seu desempenho.

Leonardo: Ganhou espaço no fim do ano em razão da preservação de Léo Moura. A tendência é que seja utilizado com maior frequência em 2019.

Michel: Acometido por lesões, quase não jogou e ficou abaixo do ano passado, quando chegou a ser um dos destaques dos volantes do Brasileirão. Mas retornou ao time titular a partir da reta final da Libertadores.

Michel começou a recuperar o futebol de 2017 — Foto: Lucas Uebel / Grêmio F.B.P.A.

Michel começou a recuperar o futebol de 2017 — Foto: Lucas Uebel / Grêmio F.B.P.A.

Cícero: O polivalente também oscilou ao longo da temporada, mas demonstrou ser o “coringa” que Renato Gaúcho tanto preza. Jogou como primeiro e segundo volante, além de armador e centroavante.

Jael: Carismático, o centroavante mostrou suas virtudes. Após passar zerado no ano passado, desandou a fazer gols. Foram 12, o último no domingo, na vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians. Só ficou atrás de Everton na artilharia do grupo.

Léo Moura: Segue com prestígio com Renato Gaúcho, mas os 40 anos já cobram um preço. Começou a ser preservado dos jogos fora de casa no segundo semestre para minimizar os riscos de lesão.

Matheus Henrique: Não demorou a ser comparado com Arthur. Também volante, mostra o mesmo volume do hoje jogador do Barcelona, com a intensa movimentação e os passes certeiros.

Luan: Talvez a maior decepção dos gremistas. Nem por ter jogado mal, mas por não ter sido tão brilhante quanto na temporada passada, quando acabou coroado como o Rei da América. Ainda acabou fora dos gramados em razão de uma fascite plantar no pé direito.

> Em baixa

Os que não tiveram grande rendimento e não aprovaram de maneira em geral

Bressan: A temporada terminou complicada para o zagueiro. Acabou marcado como o vilão da eliminação para o River Plate na Libertadores. A situação fez Renato o tirar dos planos no fim de 2018.

Ramiro: Também acometido com incursões ao departamento médico, deixou a desejar. Não conseguiu dar a mesma intensidade ao time como ocorreu em 2017.

Ramiro fechou ano como titular, mas ficou devendo — Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Ramiro fechou ano como titular, mas ficou devendo — Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

André: Trazido para ser o dono do comando do ataque, sucumbiu. Só fez quatro gols em 29 partidas e virou alternativa a Jael.

Marinho: Contratado como esperança de ser uma alternativa de velocidade, também ficou abaixo. Nem de perto lembrou o futebol apresentado no Vitória em 2016, quando, quase que sozinho, evitou o rebaixamento dos baianos.

Marcelo Oliveira: As atuações inseguras o fizeram, inclusive, ficar atrás na hierarquia de Juninho Capixaba na lateral esquerda. Se trocar definitivamente de posição, pode ser mantido no grupo como zagueiro.

Madson: Jamais deu a resposta esperada. Viu Leonardo passar à frente na hierarquia e acabou 2018 pouco aproveitado.

Kaio: O volante pouco acrescentou nas oportunidades recebidas.

> Sob análise

Os jogadores que fazem parte do grupo e que oscilaram no decorrer do ano

Douglas: O meia voltou a jogar, mas sem o mesmo brilho. Nas oportunidades que teve, mostrou falta de ritmo. Disputou 17 partidas, com dois gols. A direção vai analisar a renovação de contrato.

Douglas tem contrato por encerrar em 31 de dezembro — Foto: Alexandre Durão/GloboEsporte.com

Douglas tem contrato por encerrar em 31 de dezembro — Foto: Alexandre Durão/GloboEsporte.com

Thaciano: Outro que atua em inúmeras funções, mas sem brilho. Disputou 27 partidas, com dois gols marcados. Deve ser mais utilizado em 2019.

Pepê: Segue como uma promessa. Foi titular no primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores, contra o Estudiantes. Participou de 28 partidas, com dois gols anotados.

Thonny Anderson: Com cinco gols em 31 jogos, ainda é uma incógnita. Foi testado como meia e centroavante. Aprovou mais no ataque, mas sem maior dest

> Precisam mostrar mais

São atletas que pouco fardaram durante o ano

Brenno: Só participou de quatro partidas, todas pelo Gauchão, quando o time de transição esteve em campo.

Juninho Capixaba: Mostrou vocação ofensiva e fez três gols em quatro partidas. Mas a amostra ainda é pequena, já que chegou por empréstimo do Corinthians na metade da temporada.

Juninho Capixaba está emprestado pelo Corinthians — Foto: Eduardo Moura

Juninho Capixaba está emprestado pelo Corinthians — Foto: Eduardo Moura

Bruno Grassi: Só disputou seis partidas ao longo da temporada.

Vico: Só ganhou quatro oportunidades em 2018.


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