À beira do gramado da Arena, na noite da última quarta-feira, após o empate em 1 a 1 do Grêmio com o Bahia, pelas quartas de final da Copa do Brasil, Everton revelou ter conhecimento de novas consultas de clubes da Europa. Conforme apurou oGloboEsporte.com, Atlético de Madrid e Napoli são alguns dos interessados no Cebolinha.

O assunto já corriqueiro nos bastidores do Grêmio levou o técnico Renato Gaúcho a vetar entrevistas do atacante até o futuro ser definido. Em um cenário completamente indefinido, os interessados se renovam, agora com Atlético de Madrid e Napoli na briga com gigantes como Manchester United e Bayern de Munique, estes mais antigos na corrida.

Os espanhóis fizeram contato com o estafe do jogador e sinalizaram que estão dispostos a pagar aproximadamente 35 milhões de euros (R$ 148,05 milhões) por Everton. Também acenam com dispositivos e variáveis que podem fazer o negócio aumentar em cerca de 10 milhões de euros (R$ 42,3 milhões).

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A cifra em potencial sequer será levada à mesa do presidente do Grêmio – ao menos neste momento. Por este valor, o Atlético de Madrid ouviu que não vale a pena abrir negociação, porque a proposta seria prontamente recusada. É justamente aí que começam os entraves.

Ainda antes da Copa América, o Grêmio já deixara claro que só aceitaria “abrir conversas” a partir de 40 milhões de euros (R$ 169,2 milhões). A valorização de Cebolinha pela Seleção multiplicou a pedida e ambição gremistas, resumidas no discurso do presidente Romildo Bolzan: transformar Everton no “maior negócio de todos os tempos”.

Outros dois fatores dificultam (ainda mais) a liberação. A começar pela divisão de percentuais. O Grêmio tem direito a 50% dos direitos do Cebolinha. Os outros 50% estão repartidos da seguinte forma: 30% ao empresário GIlmar Veloz, 10% ao Fortaleza e 10% ao investidor Celso Rigo.

“São grandes ligas, mas tem que ver se atende às exigências do clube. Tem que retribuir ao clube que sempre apostou em mim” (Everton)

Além disso, o Tricolor passa longe de estar em urgência de fazer a venda. As finanças estão equilibradas graças a dois grandes negócios recentes: as saídas de Arthur para o Barcelona e de Tetê para o Shakhtar Donetsk. Portanto, pode “colocar o dedo na moleira do comprador”, nas palavras do próprio presidente gremista.

Everton falou após empate com o Bahia — Foto: Eduardo Moura

Everton falou após empate com o Bahia — Foto: Eduardo Moura

Em paralelo, a posição de Everton é contrastante. O atacante reitera sempre que quer sair pela “porta da frente”, com um negócio vantajoso ao clube. Mas sabe que o “momento mágico” é agora, em alta após o destaque pela Copa América. Pode perder a valorização e o interesse dos grandes mercados.

Outros interessados

Além do time de Diego Simeone, o Napoli manifestou interesse em contar com o atacante. Os italianos comentaram que aceitam negociar nos valores semelhantes aos do Atlético de Madrid. Um clube inglês também discute a situação, mas o nome é guardado em sigilo. Todos contatos feitos com os responsáveis pela carreira de Everton.

Bayern de Munique e Borussia Dortmund, da Alemanha, também têm o atleta em seu radar, conforme relatos anteriores da imprensa alemã. O Manchester City, antigo interessado, no entanto, saiu de cena, conforme apurado pelo GloboEsporte.com. Na última quarta, após informar sobre a blindagem a Everton, Renato falou sobre o assédio.

– As propostas precisam chegar e agradar ao clube. Quem está falando que o Everton sairá? Pedi para tirá-lo do foco, das entrevistas. Se ele sair, será normalmente, mas não adianta 15 milhões de euros, 20 milhões de euros, 25 milhões de euros. Propostas podem chegar. Cheguem com uma boa, aí o clube pode conversar – afirmou o treinador.


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