São apenas 180 minutos disputados. Ainda é fase de grupos, apenas a terceira rodada da Libertadores. Pode parecer até mesmo exagero. Mas o Grêmio põe à prova nesta quinta-feira, às 19h, no Estádio San Carlos de Apoquindo, sua sequência na competição, contra a Universidad Católica. O palco já é conhecido de Renato Gaúcho. E as lembranças não são boas.

Em abril de 2011 as equipes estiveram frente a frente pelas oitavas de final da Libertadores. Portaluppi realizava sua primeira passagem no comando do Grêmio. No Olímpico, Lucas Pratto comandou a Católica de Juan Antonio Pizzi na vitória por 2 a 1. Em Santiago, no mesmo estádio da partida desta quinta, nova derrota gremista, por 1 a 0, e consequente eliminação.

“O mais importante é vir aqui para não perder, temos mais outras decisões no restante da competição” (Everton, atacante)

A memória não passa disso: uma recordação. Incômoda, é verdade. Mas o destino trouxe novamente uma decisão para o estádio rodeado pela Cordilheira dos Andes. Com apenas um ponto em nove disputados, a vitória se impõe no Chile. Mesmo que, no discurso, a ideia seja outra.

– A obrigação é ganhar sempre. Quando joga em uma equipe grande como o Grêmio, você está acostumado a este tipo de decisão. O mais importante é vir aqui para não perder, temos mais outras decisões no restante da competição. Temos que tomar bastante cuidado e não se atirar. Não tem só esse jogo pela frente. Mas vamos estar bem concentrados – apontou o atacante Everton.

Para aliviar tensão, Grêmio fez um rachão na véspera da partida — Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Para aliviar tensão, Grêmio fez um rachão na véspera da partida — Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Os torcedores, sempre levados pela paixão, confiam em uma retomada na competição a partir da capital chilena. Restam, depois, três jogos: contra a mesma Universidad e o Rosario Central, na Arena, e diante do Libertad, no Paraguai.

A delegação gremista também exala tranquilidade: o único treino feito em Santiago foi descontraído ao extremo. Antes, uma reunião do treinador com o elenco mostrou os detalhes da Universidad Católica.

Os panoramas

  • Vitória do Grêmio: pode assumir a vice-liderança do grupo, caso o Libertad não vença o Rosario Central. Desta forma, passa a depender só de si.
  • Empate: fica com dois pontos e, no melhor cenário, torce para que o Rosario não vença o Libertad. Se o time paraguaio vencer, dispara na liderança. O Grêmio dependeria de resultados paralelos.
  • Derrota do Grêmio: o pior cenário é uma vitória do Rosario diante do Libertad. Com um ponto restando três jogos, precisaria vencer todas as partidas e ainda dependeria de resultados paralelos.

Tudo isso porque a tensão precisa ser dissipada para o Grêmio apresentar seu futebol naturalmente. A Católica tem mostrado boas atuações nos últimos jogos, apesar do empate sem gols em casa na última rodada do Campeonato Chileno, contra o Curicó Unido. É vista também como uma equipe que gosta de jogar com a bola no chão.

– Todos os jogos são decisões na Libertadores. É um jogo forte, decisivo, pode nos deixar em segundo. Vai ser difícil, mas, independentemente da posição da tabela, tentamos fazer o melhor, em primeiro ou último. Tentamos ganhar o jogo. É o que vamos tentar fazer amanhã (quinta) – destacou Kannemann em entrevista na quarta-feira.


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