Por Giovani Mattiollo
- Às 13:42
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Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Grêmio revisitará um passado nem tão distante neste sábado, às 19h, contra o Bahia, em Pituaçu, pela 7ª rodada do Brasileirão. O Tricolor reencontrará Roger Machado, ex-técnico que deixou a Arena há três anos sem título algum. Mas com o protótipo do time ajustado, a depender apenas do toque de Renato Gaúcho para entrar numa das eras mais vitoriosas de sua história.

Daquele elenco, porém, poucos estarão em campo. O único titular remanescente deve ser Pedro Geromelpoupado do último treino, mas que não deve ser dúvida para a partida. No banco, Galhardo, que retornou ao Grêmio em 2019, também estava no elenco.

Outros também são “sobreviventes”, como Marcelo Oliveira, Maicon, Luan e Everton, mas não viajaram a Salvador. O capitão foi preservado, e Cebolinha está cedido à Seleção. Os demais seguem recuperação de lesão. Há também o caso de Montoya: o argentino era titular no Rosario Central que eliminou o Grêmio de Roger na Libertadores de 2016.

Jean Pyerre e Pepê, dois titulares neste sábado, também estavam no clube durante a “era Roger”. Mas nas categorias de base. O atacante diz conhecer o estilo do antigo treinador gremista e garante que o Tricolor tentará impor seu estilo para sair de Pituaçu com a vitória.

– A gente sabe como é o trabalho do Roger, sabe que eles buscam ficar com a bola. Mas vamos tentar impor nosso estilo de jogo. Viemos conseguindo colher bons frutos com isso. Independentemente se é fora de casa, vamos tentar manter nossa maneira de jogar – afirma Pepê.

As mudanças no elenco atestam que, embora o código genético de Roger Machado esteja presente no atual Grêmio, ele evoluiu e se adaptou às intervenções de Renato Portaluppi. Tanto que, após a troca de comando, foram “dois anos e meio e seis títulos”, como o próprio treinador diz.

Roger chegou ao Grêmio em meados de 2015 para substituir Felipão. Em pouco mais de um ano no cargo, o ex-treinador forjou um estilo que quebrou paradigmas no Grêmio e iniciou a transformar o futebol do clube em um dos mais admirados do Brasil. Seu resultado mais expressivo foi a goleada por 5 a 0 no Gre-Nal do segundo turno do Brasileirão.

Controle da posse de bola, troca de passes à exaustão e marcação de saída de bola… Algumas das características também partilhadas pelo Bahia atual que eliminou recentemente o São Paulo na Copa do Brasil e está invicto em casa na temporada sob o comando de Roger Machado.

Como treinador do Bahia, Roger tem oito vitórias, dois empates e três derrotas, o que dá um aproveitamento de 66,6% em 13 jogos. No Grêmio, em uma temporada e meia como comandante técnico (18 meses), ele conseguiu 59,13% de aproveitamento, com 48 vitórias, 21 empates e 24 derrotas em 93 jogos.

O treinador já reencontrou o Grêmio no ano passado. E com bons frutos. Ainda pelo Palmeiras, Roger viu sua equipe aplicar um nó tático em Renato e sair da Arena com a vitória por 2 a 0, gols de Willian, pelo Brasileirão.

Por outro lado, o retrospecto do Grêmio diante do Bahia, fora de casa, é bastante equilibrado. São 11 vitórias baianas e nove gaúchas, além de sete empates. No último encontro, pela 9ª rodada do Brasileirão de 2018, o Tricolor venceu por 2 a 0, gols de Maicon e Thaciano.

– A gente espera que possa repetir essa cena. Se não contribuir com gol, que seja ajudando a equipe a vencer. A gente sabe da dificuldade do jogo. O Bahia vem de uma sequência boa, se classificou na Copa do Brasil. Mas sabemos da força que o Grêmio tem e vamos sair com um bom resultado – diz Thaciano.


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