Cinco razões para acreditar (ou não) que Renato Gaúcho recuperará o Grêmio

Novo comandante terá o trabalho de recolocar a equipe nos trilhos

21 de setembro de 2016 - Às 06:29

Cinco motivos para confiar em Renato Gaúcho

Renato sabe motivar um grupo

Talvez a principal característica de Renato Gaúcho como técnico de futebol seja sua habilidade em mobilizar um elenco. Através do ‘papo de boleiro’, Portaluppi conquista seus comandados rapidamente e normalmente consegue empenho total dos grupos que recebe. Se o time do Grêmio já deu resultado anteriormente, impulsionado pela motivação proposta por ele, poderá dar novamente.
Vinícius Costa/ Agência Preview
Vinícius Costa/ Agência Preview

Ele não depende de contratações

Na primeira passagem pelo comando do Grêmio, Renato tinha orçamento muito restrito de reforços e levou três, todos de times da Série B: Diego Clementino, Júnior Viçosa e Paulão. Na segunda passagem, pediu e recebeu apenas um atleta: Rhodolfo, que chegou do São Paulo. Desta vez não terá ninguém, mas provou nas oportunidades anteriores que ‘se vira bem com o que tem’.
RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA
RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA

Parceria de ‘pai’ pode ajudar

Se Renato conviveu com problemas internos em 2011, se por vezes não encontrou o melhor ambiente em 2013, desta vez terá um aliado importante fora de campo: Valdir Espinosa. O ex-técnico é respeitado ‘como um pai’ por Portaluppi e no cargo de coordenador técnico poderá ajudar o treinador em qualquer dificuldade além das quatro linhas.
Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

Este grupo já rendeu

O elenco do Grêmio já deu mostras de que pode ser melhor. Apesar da queda de rendimento, o grupo disputava a liderança do Brasileiro há algumas rodadas e pode voltar a ter seu melhor futebol a partir da troca de comando.
RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA
RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA

Números mostram que é possível

Uma coisa não se pode questionar das passagens de Renato Gaúcho no Grêmio: o resultado. Em 2010 ele assumiu o time na zona de rebaixamento e acabou o Brasileirão em quarto, levando a equipe à Libertadores. Em 2013 chegou um pouco antes e acabou como vice-campeão brasileiro. Se não conquistou títulos, sempre fez boas campanhas e isso argumenta em favor dele.

Cinco motivos para desconfiar de Renato Gaúcho

Wesley Santos/Pressdigital
Wesley Santos/Pressdigital

Motivação pode não ser o suficiente

Motivar o elenco pode não ser o suficiente para tirar o Grêmio da fase ruim. Sem vencer há sete partidas no Brasileirão, o time está desencaixado e tem mostrado uma evidente queda de rendimento. Uma reforma tática se faz necessário para recuperar o melhor futebol.
Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação
Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Faltam peças ao elenco

Renato gosta da figura do centroavante, teve isso em suas duas passagens pelo Grêmio. Tal jogador não está no grupo. Como Roger não adotava a presença de área como alternativa no elenco, não há opções para isso nesse momento. Sem chance de inscrever jogadores, será necessário buscar alternativas.
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Mudança radical de estilo

Renato Gaúcho é totalmente diferente de Roger Machado. Enquanto o ex-lateral apostava em trabalhos táticos repetidos e explicações didáticas sobre posicionamentos e ações, o atual comandante gremista aposta na técnica e em trabalhos menos elaborados. Será um choque de conduta da equipe em meio a competições.
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio

Falta tempo para trabalhar

Implantar o ‘estilo Renato’ terá que ser imediatamente. Sem tempo para treinar, Renato terá três meses para dar resultado e com jogos sempre no fim e no meio da semana. Não conseguirá implantar algo muito diferente, principalmente no começo do trabalho, pela falta de espaço no calendário.
Vinícius Costa/ Agência Preview
Vinícius Costa/ Agência Preview

Instabilidade política

Mesmo blindado pelo coordenador Valdir Espinosa, Renato Gaúcho pode sofrer com a instabilidade política do Grêmio. Em meio a eleições – primeiro para o Conselho Deliberativo e depois para presidente – o clube convive com ideias opostas e campanhas eleitorais enquanto busca se reencontrar em campo. Atletas e dirigentes vivem neste ambiente, que pode acabar prejudicando o rendimento.
Fonte: UOL


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