Por Giovani Mattiollo
- Às 06:26
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Marco Favero / Agencia RBS

“Não jogamos praticamente nada”, “eles foram melhores do que a gente”, “não foi uma noite nossa”. Essas foram algumas das frases do técnico Renato Portaluppi na entrevista após a eliminação diante do Athletico-PR, na quarta-feira (4), na Arena da Baixada. Conforme o comandante gremista, a derrota por 2 a 0 no tempo normal foi justa, e o time desperdiçou a chance de seguir na briga pelo hexa da Copa do Brasil nos pênaltis.

— Estivemos bem abaixo do que estamos acostumados. E era uma decisão. O adversário veio para competir, para ganhar o jogo. Na maior parte, aceitamos que o adversário jogasse. Então, pagamos pelos nossos próprios erros — afirmou.

Enquanto o treinador concedia a coletiva, os jogadores do Grêmio aproveitaram para se dirigir ao ônibus alugado pelo clube. O único que falou, ainda na saída do campo, foi o zagueiro Pedro Geromel. 

— Infelizmente, não foi o jogo que a gente gostaria. Eles neutralizaram a gente e saíram daqui classificados — resumiu o capitão tricolor na noite de quarta-feira.

Ainda que tenha admitido que a derrota passou por uma má atuação gremista, Renato citou o que ele considerou um pênalti não marcado a favor do Grêmio quando a partida ainda estava empatada em 0 a 0. No lance, Geromel cabeceou e a bola bateu no braço de Wellington. Para o técnico, é necessário um consenso por parte da arbitragem sobre esse tipo de lance.

— Na minha opinião, foi pênalti legítimo, que mudaria o jogo. Não vou espernear, mas eles têm de decidir, a cada semana é uma coisa. Seja contra o Grêmio, se meu jogador abriu o braço, é pênalti. Qual é a explicação? Assim fica difícil — esbravejou, antes de acrescentar:

— A CBF tem de conversar com os árbitros e dizer: “isso aqui é pênalti, isso aqui não”. Não pode um árbitro achar que é e outro, não.

Questionado se, a partir dessa eliminação, o Grêmio tinha a obrigação de ser campeão da Libertadores, Renato foi taxativo. Ele lembrou que sua equipe tem seis títulos nos últimos três anos, e que ganhar deve ser um dever de quem não vence há tempos.

— Obrigação é de quem está há 10, 12 anos sem ser campeão. Com todo respeito, acho que vocês têm um pouco de amnésia. Claro que vamos tentar o título (da Libertadores), mas obrigação é muito forte. A gente sabe ganhar, mas temos de saber perder também. O adversário foi melhor e mereceu a vitória. Não fizemos muita coisa para evitar a eliminação — destacou.

O treinador também salientou as ausências de Everton, suspenso, e Maicon, lesionado. No entendimento do comandante, a equipe sentiu falta deles.

— São dois jogadores fundamentais no nosso esquema. O Everton, infelizmente, levou um terceiro amarelo infantil, e o Maicon lesionou a panturrilha. Também perdemos o Leonardo no início do jogo — lamentou.

O diretor de futebol Alberto Guerra entende que a derrota para o Athletico-PR pode servir para o Grêmio ficar ainda mais motivado para enfrentar o Flamengo nas semifinais da Libertadores. 

— Isso pode ser uma mola propulsora para que a gente vá contra o Flamengo com a faca nos dentes. Não que seja preciso, mas vamos usar isso de forma favorável — disse o dirigente.

O técnico Tiago Nunes, do Athletico-PR, destacou a boa exibição do seu time. Quando lhe perguntaram sobre a partida contra o Santos, domingo, pelo Campeonato Brasileiro, ele respondeu:

— Não quero pensar no Santos. Hoje (quarta-feira) a gente vai comer um churrasco bem gaúcho, feito numa grelha paranaense. Tomar uma cervejinha, porque amanhã (quinta) é folga.

Sobre a briga pelo título da Copa do Brasil, na qual terá o Inter como adversário, enfatizou:

— O céu continua sendo o limite.


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