Bressan soterra críticas com o tri e se emociona na Arena: “Ouvi muitas coisas”

Zagueiro disse que familiares sofreram muito com ofensas até em sua cidade natal e exalta "pai" Kannemann após conquista do tri da América pelo Grêmio

Por Giovani Mattiollo
- Às 12:22
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Foto: Lucas Uebel

A vaga entre os 11 que iniciaram a final no La Fortaleza se desenhou a Bressan após a suspensão de Kannemann. E o zagueiro se desdobrou para ocupar o lugar do gringo, a quem chama de “pai”, e honrar a camisa do Gêmio para conquistar o tri a América com a vitória por 2 a 1 sobre o Lanús na última quarta-feira. A taça histórica da Libertadores, erguida pelo clube do coração, serve para soterrar as críticas e até levá-lo às lágrimas no retorno à Arena.

O defensor, aliás, já havia recebido o abraço da torcida antes mesmo da decisão, ao ser o eleito por Renato para formar a dupla de zaga ao lado de Pedro Geromel. Ao atuar durante quase todos os 90 minutos na Argentina, até ser substituído por Rafael Thyere no final do jogo, Bressan deixou para trás qualquer desconfiança dos torcedores por falhas anteriores, como na Libertadores de 2016, contra o Rosário Central, por exemplo. Tudo, parte do passado para o zagueiro tricampeão da América.

Bressan se emociona ao chegar na Arena após consquista da Libertadores

Não à toa, o jogador era um dos mais empolgados duranta a comemoração do elenco, bem próximo da torcida que tomou conta do estádio gremista nesta quinta-feira. A festa e o carinho dos torcedores começaram a comover Bressan ainda na carreata que conduziu os gremistas do aeroporto à Arena e percorreu as ruas da cidade. Já dentro de “casa”, o zagueiro foi um dos regentes da festa. E se emocionou ao lembrar das críticas que superou com o título.

– Eu ouvi muitas coisas aqui dentro, não só aqui, mas na minha cidade. Meus pais sofreram muito com o que eles ouviram. Hoje, o que vi na Goethe, no centro, vão marcar para o resto da minha história. Eu sou grato ao Grêmio por ele me proporcionar isso e por ser tão gigante quanto ele é – afirmou Bressan.

Na festa da Arena, Bressan ainda fez questão de dedicar a conquista ao titular e amigo Kannemann. Em meio à emoção, o zagueiro chegou a chamar o companheiro de “pai”.

– Eu estava lá representando ele. É um cara que já era campeão da Lbietadores. Então talvez para mim talvez tivesse um peso maior do que ele. Eu abraço ele como se fosse meu pai. O que ele representou para mim – ressalta.

Neste domingo, o Grêmio encerra sua participação no Brasileirão. Às 17h, o time enfrenta o Atlético-MG, no Independência, o Horto, como popularmente chamam os torcedores do Galo. O resultado, porém, pouco importa. O Tricolor irá com reservas a campo.

O foco já é a disputa do Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes. No dia 12 de dezembro, o Grêmio estreia pelo torneio. A semifinal ocorrerá com o vencedor entre Pachuca, do México, e Wydad Casablanca, do Marrocos, às 15h. Se sair com o triunfo, entrará em campo no mesmo horário do dia 16. Quem sabe, diante do Real Madrid, de Cristiano Ronaldo e companhia.

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