Por Giovani Mattiollo
- Às 17:35
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Lucas Uebel/Grêmio

A mecânica do Grêmio talvez não seja a mais apropriada para um centroavante. Jael penou nos seus primeiros tempos no clube, e o mesmo ocorreu com André. Mas, aos poucos, o camisa 90 finca seu espaço de vez em um concorrido ataque tricolor. Na vitória por 3 a 0 sobre o São Luiz, no domingo, fez gol, deu assistência e se tornou o maior “garçom” deste início de ano do clube gaúcho.

No total, André soma cinco assistências e dois gols marcados em 10 jogos disputados. O centroavante liderar o quesito não chega a ser uma novidade para o Grêmio. Em 2018, quando Jael era quem jogava com mais frequência, o então camisa 9 brilhava justamente com seus passes para Everton. Terminou o ano como líder em assistências, o que mostra que o centroavante na equipe de Renato não é exatamente um definidor.

Com Luan afastado, Vizeu sem engrenar e Tardelli ainda sem atingir os 100% do ritmo de jogo, o momento é de André no ataque. Mesmo com Everton como o principal nome, o centroavante tem se destacado com os passes para gols. Uma fase diferente na vida, admite.

– Acho que tão “garçom” assim eu nunca fui, mas, claramente, meu estilo é de toque de bola. Gosto de buscar o jogo e sei fazer uma tabela, dar um passe legal… Mas isso só é possível quando se tem jogadores de nível, como temos aqui, e com um sistema de jogo que ofensivo e de posse de bola, como também é o caso. Todos ali da frente são inteligentes, então a gente se ajuda muito com essa boa movimentação que confunde o adversário e abre espaços. Tomara que quarta-feira saiam mais gols e assistências porque o Grêmio precisa – analisou André.

Na quarta-feira, o Grêmio encara mais uma decisão contra o Rosario Central, pela Libertadores. A vitória sobre o São Luiz deixa para trás a atuação ruim contra a Universidad Católica, no Chile, embora a necessidade de resultado positivo para estar vivo na Libertadores siga. André convoca o torcedor para criar um clima positivo na Arena na quarta-feira.

– Acho que essa vitória vai além da classificação à final. É claro que avançar era nosso grande objetivo nesse jogo, mas os 3 a 0 com gols coletivos, boa movimentação, velocidade, enfim, com a nossa cara mesmo, é importante para elevar a moral do grupo e trazer de volta a confiança da torcida. Ninguém duvida da nossa capacidade, mas precisamos comprovar em campo esse favoritismo. Quando a bola rola é 11 contra 11. Isso que importa. E nós vamos jogar a vida na quarta-feira contra o Rosario para seguir nessa luta pela classificação. A torcida é fundamental nesse momento também, então, pessoalmente, peço que venham em peso e nos ajude a vencer, em casa, e começar escrever uma nova história para nós nessa Libertadores.


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